A operadora de casinos Wynn Macau anunciou lucros operacionais de 1,09 mil milhões de dólares em 2025, uma queda de 7,7%.
Os proveitos da Wynn encolheram apesar das receitas das duas propriedades da empresa em Macau terem aumentado 0,97% em comparação com 2024, para 3,72 mil milhões de dólares, de acordo com um comunicado da operadora.
As apostas nos casinos Wynn Macau e Wynn Palace foram responsáveis pela maioria do volume de negócios da empresa em 2025, arrecadando 3,13 mil milhões de dólares em receitas, uma subida de 3,5%.
Os resultados “reflectem a força contínua em todos os sectores da empresa e o progresso constante nas nossas iniciativas de desenvolvimento global”, afirmou Craig Billings, diretor executivo da empresa-mãe, a Wynn Resorts, citado no mesmo comunicado. “Em Macau, observámos aumentos substanciais tanto nas apostas VIP como no mercado de massas, em comparação com o ano anterior e também em relação ao trimestre anterior”, disse Billings, referindo-se ao último trimestre de 2025.
No segmento conhecido como jogo VIP, as apostas dos grandes jogadores subiram 15,9% nos dois casinos da Wynn Macau, mas as receitas aumentaram muito menos, 0,93%, para 632,7 milhões de dólares.
Em média, os casinos a operar em Macau vão buscar 3% das apostas no jogo VIP, mas em 2025 este valor caiu para 2,55% no caso da Wynn Macau.
O chamado mercado de massas continuou a ser, de longe, o principal segmento para a operadora, representando receitas de 2,92 mil milhões de dólares, mais 2,4% do que em 2024.
Em 2019, o chamado jogo bacará VIP representava 46,2% das receitas totais dos casinos de Macau. Mas em 2025 este segmento ficou-se por uma fatia de 27,5%, apesar das receitas absolutas terem subido 24,1%. As grandes apostas foram afectadas pela detenção do líder da maior empresa angariadora de apostas VIP do mundo, em Novembro de 2021, Alvin Chau. O antigo director executivo da Suncity foi condenado em Janeiro de 2023 a 18 anos de prisão, num caso que fez cair de 85 para 18 o número de licenças de promotores de jogo emitidas em Macau.
Numa teleconferência com investidores, realizada após o anúncio dos resultados, Craig Billings disse que “o bom momento em Macau tem continuado” em 2026, com o volume de negócios “ligeiramente acima” do registado no final do ano passado. “Continuamos optimistas quanto ao futuro de Macau”, disse o executivo.











