A Uber confirmou a sua operação em Macau. A plataforma lançou ontem o serviço de chamada de táxis pretos na cidade, com tarifas calculadas conforme os taxímetros. Ao mesmo tempo, a empresa oferece transporte transfronteiriço entre Hong Kong e Macau. A nova opção permite viagens ponto a ponto em ambas as direcções. O Governo, neste âmbito, promete a normalização da gestão dos táxis online.
A Uber voltou a operar em Macau desde ontem. Além de serviços de táxis, operados com táxis pretos locais, a plataforma oferece uma opção transfronteiriça entre Macau e Hong Kong, que permite aos passageiros reservar viagens ponto a ponto entre as duas cidades.
De acordo com um anúncio divulgado pela Uber, já estão disponíveis viagens de táxi em Macau através da sua aplicação para telemóvel, sendo que os passageiros podem solicitar táxis licenciados, com tarifas cobradas de acordo com o taxímetro e pagas directamente na aplicação.
A aplicação funciona com vários idiomas, incluindo português e inglês. A plataforma salienta ainda que a aplicação dispõe de “recursos de segurança padrão”, segundo a empresa internacional, incluindo acompanhamento de viagens e assistência de emergência.
No que diz respeito ao transporte transfronteiriço entre Macau e Hong Kong, a Uber explicou que o serviço é operado em colaboração com a Kwoon Chung Bus Holdings, empresa de transportes transfronteiriços.
Para utilizar o serviço, os passageiros devem fazer a reserva pela aplicação Uber com pelo menos 24 horas de antecedência, sendo que as reservas podem ser feitas com até 90 dias de antecedência. O sistema mostrará um orçamento de tarifa fixa com base nos locais de recolha e chegada, com as portagens de pontes e túneis incluídas no preço.
“Milhares de pessoas viajam diariamente entre Hong Kong e Macau para trabalho, visitas familiares ou a lazer. No entanto, as viagens transfronteiriças geralmente envolvem várias escalas e longos tempos de espera”, sublinhou a Uber, frisando que os novos serviços oferecem novas formas de viajar pela fronteira e se deslocar pela cidade.
Estyn Chung, director geral da Uber Hong Kong, assinala que a iniciativa visa apoiar o desenvolvimento turístico de Macau, “ajudando os residentes locais a deslocarem-se pela cidade e trazendo novas oportunidades para os motoristas”.
AUTORIDADES GARANTEM FISCALIZAÇÃO
Quanto ao lançamento do novo serviço pela referida plataforma, a Direcção dos Serviços para os Assuntos de Tráfego (DSAT) e o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) admitiram ter tomado conhecimento sobre o assunto.
Recordaram, num comunicado, que a exploração dos serviços de veículos de aluguer de transporte transfronteiriço entre Hong Kong e Macau e de táxis de Macau carece de autorização nos termos da lei, devendo as respectivas plataformas cooperar com veículos legalmente autorizados para o efeito.
As autoridades lembram que, ao utilizarem os serviços de chamada de táxis, os cidadãos devem atender à existência de identificação legal nos veículos e, em caso de dúvida, poderão consultar ou apresentar o caso às duas entidades competentes.
Acrescentam que os veículos de aluguer de transporte transfronteiriço entre Hong Kong e Macau devem afixar dísticos de identificação no para-brisas dianteiro e na parte traseira do veículo, de modo a facilitar o reconhecimento por parte dos passageiros.
A DSAT e o CPSP dizem ainda que a exploração dos serviços de táxis nas plataformas online é exclusiva através da utilização de táxis com alvará válido e da condução por indivíduos portadores de cartão de identificação de condutor de táxi válido. “Caso os condutores de táxi não cobrem as tarifas de acordo com a lei ou faltem ao serviço após aceitação da chamada, poderão incorrer em infracção relativamente às normas supramencionadas sobre cobrança abusiva ou recusa de prestação de transporte, sendo que as duas entidades procederão nos termos da lei”, indica.
Na nota, o Governo assegura também que vai promover “activamente” os trabalhos de revisão da lei para a supervisão das plataformas de serviços de táxis online, com planos de introduzir uma gestão normalizada a fim de salvaguardar os direitos e interesses dos passageiros e condutores.











