O número total de vítimas de acidentes de trabalho no ano passado subiu ligeiramente para 5.102. Destes, 5.075 ficaram com incapacidade temporária, enquanto em 18 casos o nível de incapacidade foi permanente. Houve ainda nove casos de morte em contexto laboral.
No ano passado, registaram-se 5.102 vítimas de acidentes de trabalho. Destes, 5.075 ficaram com incapacidade temporária e 648 voltaram ao trabalho no mesmo dia do acidente. Houve ainda 18 casos em que as vítimas ficaram com incapacidade permanente.
Os números publicados ontem no site da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais (DSAL) mostram também que se registaram nove casos de morte. Destes casos de morte, segundo as autoridades, apenas um resultou de infracções de normas de segurança e saúde ocupacional.
Os dados da DSAL indicam que a maioria dos casos de acidentes laborais no ano passado teve que ver com quedas de pessoas, entalamentos e esforços excessivos ou “movimentos falsos”. A faixa etária que mais sofreu acidentes de trabalho foi a dos 25 aos 44 anos. O sexo feminino também foi mais propenso a acidentes: o número total de mulheres vítimas de acidentes laborais foi 2.613 e o de homens foi 2.489.
O ramo das actividades culturais e recreativas, lotarias e outros serviços foi o que mais registou acidentes laborais no ano passado (1.523), logo seguido da área dos hotéis, restaurantes e similares (1.434).
A DSAL também fez as contas ao número de dias perdidos por trabalhadores devido a incapacidade temporária, registando um total de 26.830 dias. Neste caso, também a área das actividades culturais e recreativas e lotarias foi a mais afectada, logo seguida dos hotéis e restaurantes.
O número total de casos de acidentes laborais no ano passado foi ligeiramente superior ao de 2024, quando houve 5.061 acidentes. Nesse ano, o número de trabalhadores que ficaram com incapacidade permanente foi muito superior: 112. O número de mortes, porém, foi mais reduzido: apenas cinco. Em 2023, registaram-se 5.249 acidentes de trabalho que resultaram em 111 pessoas permanentemente incapacitadas e oito vítimas mortais.
No final do ano passado, a DSAL publicou um boletim informativo de segurança e saúde ocupacional, cujos conteúdos se focam no sector da construção, com recomendações sobre como “criar um ambiente de construção mais seguro”, exemplos de experiências empresariais relativamente à saúde e segurança ocupacional e também uma retrospectiva sobre um acidente de trabalho grave, incluindo o seu desenvolvimento, as causas e as medidas de prevenção e controlo, “para que os trabalhadores da linha da frente e o pessoal de gestão possam aprender com a experiência e evitar a reincidência de acidentes semelhantes”.











