Zona de Cooperação Aprofundada quer aumentar contingente de Macau

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A Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin quer, no futuro, alargar a proporção de trabalhadores de Macau, informou o Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças. Actualmente, os 893 trabalhadores da comissão executiva são “suficientes para atender às necessidades de desenvolvimento”, ressalvam as autoridades.

A Comissão Executiva da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau quer, no futuro, aumentar o contingente de Macau em Hengqin. A informação foi transmitida pelo Gabinete do Secretário para a Economia e Finanças em respostas a interpelações escritas de Wong Kit Cheng e de Chui Sai Peng.

O gabinete de Tai Kin Ip começa por referir que, “ao rever a operação da Zona de Cooperação ao longo dos últimos quatro anos, verifica-se que as actuais nove organizações de trabalho e os 893 trabalhadores da Comissão Executiva são suficientes para atender às necessidades de desenvolvimento da fase actual”.

Mas, posteriormente, “mantendo inalterado o número total de trabalhadores, a Comissão Executiva irá aumentar a proporção de trabalhadores dos serviços públicos de Macau, recrutar pessoal do quadro direccionado a residentes de Macau e coordenar de forma eficaz a indicação de quadros por parte de Guangdong, visando servir melhor o planeamento de longo prazo da Zona de Cooperação”.

Recorde-se que, com a revisão do Estatuto dos Trabalhadores da Administração Pública de Macau, os trabalhadores podem ser destacados, em regime de comissão eventual de serviço, para desempenharem funções na Zona de Cooperação. Além disso, foi criado um regime especial de acumulação “que permite aos trabalhadores trabalhar, em regime de acumulação, na Zona de Cooperação, visando proporcionar uma maior flexibilidade para que os trabalhadores dos serviços públicos da RAEM participem em todos os projectos e trabalhos de construção da Zona de Cooperação”, assinalam as autoridades.

Segundo o secretário da RAEM, o Governo está “plenamente empenhado em utilizar esse mecanismo”, que vai permitir que, a curto prazo, sejam destacados “mais trabalhadores experientes das áreas relevantes para trabalharem na Zona de Cooperação, em regime de comissão eventual de serviço”.

O gabinete de Tai Kin Ip, que também ocupa o cargo de Chefe da Comissão Executiva da Zona de Cooperação, diz também que estão a ser realizados intercâmbios, formações e seminários de vários tipos, “para promover uma integração acelerada entre o pessoal de diferentes contextos e formar uma equipa coerente”.

Na sua interpelação escrita, Chui Sai Peng pedia uma gestão e distribuição aperfeiçoada dos recursos humanos da Função Pública. Já Wong Kit Cheng pedia medidas para que não houvesse divergências na interpretação das políticas e medidas na Zona de Cooperação Aprofundada.