Chikungunya: registado primeiro caso importado do ano

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Os Serviços de Saúde registaram na quarta-feira o primeiro caso importado do ano de Chikungunya. O paciente é um trabalhador não-residente que viajou recentemente para as Filipinas com a família.

Após regressar a Macau, no dia 5 de Janeiro, apresentou sintomas como febre, dores articulares e dor de cabeça, tendo recorrido ao centro de saúde para receber tratamento. Como os sintomas persistiram, dirigiu-se, no dia seguinte, ao Serviço de Urgência do Centro Hospitalar Conde de São Januário para ser tratado. Na quarta-feira, as análises sanguíneas confirmaram a presença do vírus Chikungunya. Actualmente, o doente continua com febre e encontra-se internado no mesmo centro hospitalar para receber tratamento. Os seus familiares também apresentaram sintomas semelhantes e procuraram assistência médica por iniciativa própria, dizem os Serviços de Saúde, que indicaram também que foi depois feita a inspecção e eliminação preventiva de possíveis fontes de reprodução de mosquitos nas proximidades da residência e dos principais locais de actividade em Macau.

Os Serviços de Saúde esclarecem que a Chikungunya, bem como o dengue, são transmitidos pela picada de mosquitos Aedes albopictus infectados pelos vírus, não se transmitindo directamente de pessoa para pessoa. Os residentes que viajem para áreas com elevada presença de mosquitos ou regiões onde a Chikungunya e a dengue são predominantes, como países tropicais ou regiões do Sudeste Asiático e Sul da Ásia, devem usar camisas de manga comprida e calças compridas de cores claras, bem como aplicar repelente de insectos na pele exposta, a fim de evitar picadas de mosquitos.

As principais manifestações são febre, dores intensas nas articulações. Outros sintomas comuns incluem dor muscular, dor de cabeça, náuseas, fadiga e erupção cutânea, os sintomas são ligeiros e duram alguns dias. São raros os casos graves e mortais.