O Governo anunciou ontem a aprovação da aquisição por parte da concessionária SJM Resorts do Royal Arc, o único dos 11 ‘casinos-satélite’ que irá continuar a operar após o final do ano.
De acordo com um despacho publicado em Boletim Oficial, as autoridades receberam, em 11 de Novembro, um pedido da SJM e da empresa que detém o hotel onde se situa o Royal Arc para aprovar o negócio. “Essa transmissão visa manter a exploração e operação contínuas do casino existente (…), que funciona como um casino satélite, transformando-o num casino pertencente à concessionária de jogos”, referiu a nota.
O processo implicou pareceres do regulador dos casinos, a Direção de Inspecção e Coordenação de Jogos, e da Direcção dos Serviços de Turismo, que tem a tutela dos hotéis, referiu o despacho do secretário para os Transportes e Obras Públicas.
Raymond Tam disse que a Direcção dos Serviços de Solos e Construção Urbana e a Comissão de Terras deram luz verde ao negócio, parcialmente por “não haver indícios de que a transmissão é pedida para fins especulativos”.
Na segunda-feira, a SJM anunciou, num comunicado enviado à bolsa de valores de Hong Kong, que os accionistas da concessionária tinham aprovado o negócio, numa assembleia geral extraordinária.
Em 20 de Novembro, a empresa tinha anunciado um acordo para a aquisição da empresa que detém o hotel onde se situa o Royal Arc por 1,75 mil milhões de dólares de Hong Kong.
Nove dos 11 ‘casinos-satélite’ de Macau já encerraram. O último a fechar portas, em 9 de Dezembro, foi o Fortuna, com mais de 550 funcionários. O décimo, o Landmark, que tem 1.169 trabalhadores, vai encerrar em 30 de Dezembro.
A SJM sublinhou que todos os funcionários dos ‘casinos-satélite’ com estatuto de residente em Macau e diretamente contratados pela empresa têm emprego garantido em outros casinos. Já os outros trabalhadores locais “são convidados a candidatarem-se a vagas relacionadas” dentro do grupo, “com prioridade para contratação” e com condições iguais às que tinham.
A DICJ prometeu cooperar com a Direção dos Serviços para os Assuntos Laborais para assegurar o cumprimento das garantias dadas pelas concessionárias, nomeadamente “a recolocação de todos os referidos trabalhadores”.











