A 16.ª edição do Fórum e Exposição Internacional sobre Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF) consolidou Macau como uma plataforma de destaque na assinatura de protocolos de cooperação que totalizaram mais de 10 mil milhões de dólares americanos. Com a participação recorde de profissionais internacionais, a presença de empresas de Macau e Hengqin cresceu mais de 30%, num evento que promoveu inovação tecnológica, alianças estratégicas e a internacionalização do sector de infraestruturas.
O 16.º Fórum e Exposição Internacional sobre Investimento e Construção de Infraestruturas (IIICF, na sigla em inglês), concluído a 12 de Junho, destacou-se pelos resultados tangíveis e pelo impacto na cooperação global na área. Organizado pela Associação dos Construtores Civis Internacionais da China (CHINCA) e pelo Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento (IPIM), o evento reafirmou a sua posição enquanto um dos principais encontros internacionais dedicados ao sector das infraestruturas.
Durante os três dias de realização foram assinados protocolos de cooperação que totalizaram cerca de 10,1 mil milhões de dólares americanos, referentes a 31 acordos que envolvem 22 países e regiões. Destes, aproximadamente um terço envolveu empresas de Macau e dos Países de Língua Portuguesa, consolidando a influência da região neste âmbito. Os protocolos abarcam áreas como transportes, energia, recursos hídricos, construção civil e energias renováveis. Além das assinaturas, o evento promoveu mais de 200 sessões de contactos comerciais, das quais mais de 70 tiveram a participação de empresas de Macau e Hengqin, assinalando um crescimento superior a 30% face ao ano anterior.
O sucesso do IIICF reflectiu-se também na diversidade de iniciativas promovidas. O projecto “Estreia@Macau” revelou-se um dos momentos de maior destaque, contando com a presença de empresas de renome, incluindo 11 listadas na Fortune Global 500. Foram apresentados 30 novos produtos e tecnologias que reforçam a posição de Macau enquanto centro de inovação em infraestruturas, numa estratégia que pretende potenciar a influência da cidade e promover oportunidades no mercado internacional.
O programa do evento incluiu ainda as tradicionais bolsas de contacto entre empresas de investimento e construção de infraestruturas, que facilitaram a aproximação entre entidades públicas e privadas, promovendo oportunidades de negócio e parcerias estratégicas. Para além disso, foram realizadas visitas guiadas a bairros históricos de Macau, numa estratégia de promoção do turismo de negócios e de diversificação económica, reforçando a integração do evento com a dinâmica urbanística e cultural da cidade.
CONECTIVIDADE APRIMORADA
A participação internacional foi significativa, contando com mais de 3.500 profissionais de mais de 70 países e regiões, incluindo elevados representantes de governos e entidades do sector. A presença de quase 70 dirigentes de nível ministerial sublinhou a relevância do fórum na agenda global de infraestruturas. O tema desta edição, “conectividade aprimorada para cooperação mutuamente benéfica” orientou as mais de 250 actividades temáticas, que incluíram fóruns, exposições e sessões de intercâmbio técnico.
Na sequência do evento, os responsáveis destacaram quatro resultados principais. Fang Qiuchen, presidente da CHINCA, frisou a apresentação de tendências globais e o reforço da cooperação internacional, bem como a divulgação de relatórios que orientam o sector. Vincent U, presidente do IPIM, referiu a consolidação de quatro cadeias estratégicas: inovação, sinergia, transformação de resultados e desenvolvimento industrial. Segundo U, o evento contribuiu para a geração de receitas estimadas em cerca de 20 milhões de patacas para o sector de convenções e exposições, além de potenciar o turismo de negócios de alto nível em Macau.
Segundo o IPIM, empresários de diferentes regiões expressaram satisfação com os resultados da participação no evento. Os representantes de países lusófonos, particularmente, destacaram o papel de Macau como plataforma de contacto com empresas chinesas, tendo conseguido estabelecer acordos em áreas como tecnologia da informação e engenharia elétrica. Empresas locais, por seu lado, valorizam a oportunidade de ampliar as redes internacionais de cooperação e de internacionalizar os seus negócios.











