A mensagem mensal do secretário para a Segurança incidiu sobre as medidas a implementar no dia-a-dia para prevenir a ocorrência de incêndios, sobretudo nos meses mais frios e secos de Outono e Inverno. Segundo dados do Corpo dos Bombeiros (CB) citados no documento, as autoridades acorreram a 758 casos de incêndio entre Janeiro e Novembro deste ano.
Na mensagem mensalmente publicada no portal do Gabinete do Secretário para a Segurança, Chan Tsz King alertou para a importância do reforço das medidas de segurança contra incêndios em Macau.
O secretário para a Segurança começou por apontar que, sendo Macau um território pequeno, com elevada densidade populacional e célere desenvolvimento urbano, “qualquer descuido” pode resultar na ocorrência de fogos não controlados e em danos a edifícios e bens pessoais.
“A qualquer momento e em qualquer lugar, ninguém é um mero espectador quando se trata de segurança contra incêndios”, sublinhou o responsável. “Cada residente é um participante e protector, pelo que é necessário estar sempre em elevado grau de alerta e tomar activamente medidas preventivas para evitar a ocorrência de acidentes”.
Chan Tsz King lembrou que, de acordo com dados do Corpo de Bombeiros (CB) correspondentes aos meses de Janeiro a Novembro de 2025, a maioria dos incêndios deve-se a situações “de negligência e descuido no dia-a-dia”. As autoridades revelaram que, dos 758 casos de incêndio a que acorreram neste período, mais de 60% foram causados pelo esquecimento de fogões ligados ou fontes de ignição, queima de incensos e papéis votivos, curtos-circuitos eléctricos e falhas mecânicas.
“A primeira linha de defesa na segurança contra incêndios reside nos hábitos da vida diária”, reiterou o secretário, citando algumas das mudanças “simples” que podem ser implementadas no quotidiano por qualquer cidadão. Incluem-se, entre estas, a verificação de fontes de fogo, electricidade e gás ou a realização de verificações regulares e manutenções em electrodomésticos e equipamentos a gás. Em suma: “mais prudência e menos negligência, aliadas ao reforço activo da consciência preventiva, reduzirão significativamente a probabilidade de ocorrência de incêndios a partir da fonte”.
Estas medidas intensificam-se com a chegada do Inverno e a queda das temperaturas, que costumam exigir o uso redobrado de fogo, electricidade e gás e a aquisição de aquecedores eléctricos. Aliando-se estes factores meteorológicos ao clima cada vez mais seco que se faz sentir nesta época do ano, o risco de incêndio cresce significativamente e exige cuidados especiais.
Chan Tsz King passou então a enumerar algumas recomendações especificamente pensadas para os meses mais frios. No caso de se adquirir um esquentador a gás, deve optar-se pelos “modelos que cumpram as normas” e contratar profissionais para a sua instalação, garantindo que o tubo de exaustão está conectado ao exterior.
Se a escolha recair sobre um esquentador eléctrico, é importante garantir que este não fica ligado por um longo período e cessar de imediato o seu uso caso sejam detectadas “anomalias”, situação que exige a sua reparação ou substituição. Por outro lado, não devem ser ligados demasiados aparelhos eléctricos na mesma extensão ou tomada eléctrica, de forma a evitar incêndios causados por sobrecargas.
Tanto no local de residência como no local de trabalho, é essencial que os residentes estejam familiarizados com as rotas de fuga e que realizem a manutenção dos sistemas de segurança a cada doze meses, pelo menos. A população de Macau é também aconselhada a nunca estacionar motocicletas ou colocar objectos nas vias de evacuação, obstruindo assim as rotas de fuga.
BOMBEIROS EFECTUARAM MAIS DE 10 MIL INSPECÇÕES
Na sua mensagem mensal, o secretário fez ainda notar que a legislação referente à segurança contra incêndio em edifícios e recintos, em vigor desde Agosto de 2022, define “claramente” os proprietários como os principais responsáveis pela manutenção das condições ideais. Entre estas, incluem-se, por exemplo, a desobstrução dos caminhos de evacuação, a verificação e manutenção regulares dos sistemas de segurança com funções de alerta e extinção de fogos e o desimpedimento das portas corta-fogo que protegem as vias de acesso de emergência.
O CB verifica regularmente o cumprimento destas orientações, enviando pessoal para realizar inspecções e fiscalizações em edifícios comunitários. Entre Janeiro e Novembro, segundo indica Chan Tsz King, foram realizadas 10.604 inspecções e concluídos 116 procedimentos de sanções administrativas, a maioria deles relacionados com o estacionamento de motocicletas ou a colocação de objectos nas vias de evacuação. Em paralelo, as autoridades têm também reforçado as campanhas de divulgação e sensibilização de segurança contra incêndios “através de vários canais, idiomas e meios”, tanto ‘online’ como ‘offline’.
Até Novembro, o CB já organizou 541 actividades de divulgação, distribuiu 60.969 cartazes e folhetos e realizou 157 palestras sobre segurança contra incêndios, primeiros socorros e segurança de combustíveis. De acordo com os dados disponibilizados na mensagem do secretário para a Segurança, estas actividades contaram com a participação de 12.182 pessoas.











