Associação Económica projecta crescimento do PIB em 5,4%

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

A Associação Económica de Macau prevê um crescimento do PIB de 5,4% para este ano e que a tendência “estável e positiva” da economia se mantenha para o próximo ano. Nas suas previsões, a Associação justifica o optimismo com o reforço dos trabalhos do Governo e do sector turístico no mercado regional e internacional, bem como a “melhoria contínua” da macroeconomia da China continental.

O crescimento anual do Produto Interno Bruto (PIB) deverá atingir aproximadamente 5,4% no ano 2025, segundo as previsões mais actualizadas da Associação Económica de Macau.

A associação fez um balanço positivo para o desempenho da economia local ao longo do ano, destacando que os principais indicadores económicos progrediram de forma constante, com as operações fiscais e financeiras a permanecerem “globalmente estáveis”, e a taxa de desemprego mantida “em níveis baixos”.

No seu relatório mensal divulgado ontem, a associação adianta ainda que a melhoria económica deverá continuar no próximo ano, apesar de “o panorama global continuar a caracterizar-se por turbulência e complexidade interligadas, com inúmeras incertezas e factores imprevisíveis”.

Joey Lao, presidente da Associação Económica de Macau e autor do relatório, argumenta que Macau, no entanto, mantém-se com um posicionamento favorável no desenvolvimento nacional, estando em transição de um crescimento impulsionado pela recuperação para um “desenvolvimento de alta qualidade”.

O também deputado à Assembleia Legislativa estima que a economia de Macau mantenha a sua tendência “estável e positiva” em 2026, dado à “melhoria contínua” da macroeconomia do interior da China, bem como aos esforços intensificados de desenvolvimento de mercado regional e internacional por parte do Governo e do sector hoteleiro.

CONFIANÇA ATÉ FEVEREIRO

 

Analisando as perspectivas económicas para os próximos três meses, o economista considera que as novas políticas do Continente vão servir como apoio ao crescimento da economia de Macau.

Segundo Lao, a recente Conferência Central de Trabalho Económico da China propôs o lançamento de políticas macroeconómicas mais proactivas, o que sinaliza que a China continental pretende fornecer apoio político nas áreas fiscal, de investimento e de procura interna, procurando estabilizar assim os rendimentos básicos e a confiança dos consumidores.

“Várias instituições internacionais revisaram recentemente para cima as suas previsões para o crescimento económico da China em 2025, num contexto de crescente incerteza global”, frisou Joey Lao, sublinhando a resiliência e a capacidade de recuperação da economia do Continente, considerando que a vontade de viajar e o poder de compra dos turistas poderão ser impulsionados.

Esta mudança, para Macau, irá estabilizar a base de procura para as indústrias do turismo, retalho, restauração e jogo, mas também ajudará a manter a resiliência das chegadas de visitantes e dos gastos per capita no território, observou Joey Lao.

O deputado acrescentou que o Governo estabeleceu uma meta de receita bruta de jogo de 236 mil milhões de patacas para o próximo ano no seu Orçamento para 2026, reflectindo “princípios de planeamento fiscal prudentes e estáveis”, mas os bancos de investimento internacionais têm uma perspectiva relativamente mais positiva sobre o mercado de jogo de Macau do próximo ano.

Segundo lembrou Joey Lao, a análise do grupo UBS elevou a sua previsão de crescimento da receita do jogo para 6% em relação ao ano anterior, citando factores como o aumento da oferta de produtos turísticos, a intensificação dos esforços ao mercado e a diversificação contínua das fontes de turistas – particularmente com o segmento de mercado de massa de alto padrão demonstrando um impulso notável.

A associação projecta assim que o índice de prosperidade económica de Macau se situe na faixa de 6,2 a 6,4 pontos, de uma escala de 0 a 10 pontos, para o período de Dezembro deste ano a Fevereiro do próximo ano.