Edição do dia

Sexta-feira, 17 de Abril, 2026
Cidade do Santo Nome de Deus de Macau
céu pouco nublado
22.9 ° C
22.9 °
22.9 °
88 %
4.1kmh
20 %
Sex
25 °
Sáb
31 °
Dom
27 °
Seg
27 °
Ter
26 °

Suplementos

PUB
PUB
Mais
    More
      InícioÁsiaRei da Tailândia em visita inédita à China para reforçar laços bilaterais

      Rei da Tailândia em visita inédita à China para reforçar laços bilaterais

      O rei da Tailândia iniciou ontem uma visita inédita de cinco dias à China, para reforçar laços com o Presidente chinês, Xi Jinping, no âmbito dos 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países. A deslocação de Vajiralongkorn, de 73 anos, assinala os 50 anos de relações diplomáticas entre os dois países e marca a primeira visita oficial de um rei tailandês em funções à China. O soberano viaja acompanhado da rainha Suthida e deverá reunir-se em separado com Xi Jinping e com o primeiro-ministro chinês, Li Qiang, embora a agenda dos encontros não tenha sido divulgada. Segundo a diplomacia chinesa, a visita visa “reforçar a amizade tradicional, consolidar a confiança política mútua e aprofundar a cooperação mutuamente benéfica”. Já a Casa Real tailandesa referiu, em comunicado, que o objetivo é “fortalecer ainda mais a amizade” e “o entendimento mútuo” entre os dois países. Durante a visita está previsto um banquete de Estado oferecido por Xi Jinping e uma cerimónia de homenagem no Monumento aos Heróis do Povo, na Praça Tiananmen, onde os soberanos tailandeses deverão depositar uma coroa de flores.

      A visita decorre em pleno luto oficial pela morte da rainha-mãe Sirikit, no passado dia 24 de outubro, aos 93 anos. Vajiralongkorn subiu ao trono em 2016 e é apontado pelo jornal norte-americano Business Insider como o monarca mais rico do mundo, com uma fortuna estimada, em 2018, em 30 mil milhões de dólares (26 mil milhões de euros). A deslocação à China ocorre na mesma semana em que o Governo tailandês suspendeu um acordo de paz na fronteira com o Camboja, ratificado em outubro com mediação do Presidente norte-americano, Donald Trump. Ao longo deste ano, Banguecoque intensificou a cooperação com Pequim no combate a esquemas de fraude organizados a partir de zonas fronteiriças e países vizinhos como Myanmar (antiga Birmânia) e Camboja, com centenas de detenções e a repatriação de milhares de vítimas, recrutadas por redes criminosas, muitas de origem chinesa, segundo investigações. A Tailândia pretende ainda recuperar o fluxo turístico oriundo da China, que era a maior fonte de visitantes antes da pandemia, mas que caiu este ano devido a vários casos mediáticos de cidadãos chineses retidos em redes de tráfico humano ligadas aos centros de fraude.

      Ponto Final
      Ponto Finalhttps://pontofinal-macau.com
      Redacção do Ponto Final Macau