Pagamentos electrónicos nos restaurantes chegaram quase aos 8 mil milhões de patacas até Julho

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

Nos primeiros sete meses deste ano, o volume de transacções com pagamento electrónico na área da restauração foi de 7,86 mil milhões de patacas, mais 2,5% em comparação com o mesmo período do ano passado. Só no mês de Julho o volume das transacções com pagamento electrónico atingiu os 1,12 mil milhões, mais 5,8% em termos mensais.

Entre Janeiro e Julho deste ano, o volume de transacções através de pagamentos electrónicos no sector da restauração atingiu os 7,86 mil milhões de patacas, ou seja, mais 2,5% em comparação com o mesmo período do ano passado, informou ontem a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC). O volume de transacções com pagamento electrónico tanto do ramo da restauração como do ramo do comércio a retalho representa cerca de 70% a 80% das receitas de cada ramo, indica o organismo.

Observando apenas o mês de Julho, quando os pagamentos electrónicos no sector da restauração atingiram os 1,12 mil milhões de patacas, nota-se um crescimento mensal de 5,8%. Ainda assim, em comparação com Julho do ano passado, houve uma diminuição ligeira de 0,9%.

Em Julho, o volume de transacções dos proprietários de todos os sub-ramos da restauração subiu face a Junho, “devido ao efeito das férias de Verão”, explica a DSEC, destacando que o volume de transacções dos restaurantes de ‘fast food’, o dos restaurantes chineses, bem como o dos restaurantes japoneses e coreanos aumentaram 11,4%, 6,7% e 6,6%, respectivamente.

Em comparação com Julho de 2024, os principais sub-ramos da restauração registaram variações distintas. O volume de transacções dos estabelecimentos de comidas e lojas de sopas de fitas e canjas, bem como o dos restaurantes chineses desceram 2,3% e 1,4%, respectivamente, ao passo que o dos restaurantes de ‘fast food’ cresceu 14,8%.

A DSEC faz as contas também aos pagamentos electrónicos no comércio a retalho, dizendo que, em Julho, o volume de transacções deste género foi de 3,93 mil milhões de patacas, aumentando 5,4%, face a Junho de 2025 e a variação homóloga (-1,1%) estreitou-se. Nos sete primeiros meses deste ano, o volume de transacções foi de 28,98 mil milhões de patacas, menos 9,1%, face ao período homólogo de 2024.

Em Julho, o volume de transacções da maior parte dos principais sub-ramos do comércio a retalho aumentou em comparação com o mês anterior, também “impulsionado pelo efeito das férias de Verão”. A DSEC realça que o volume de transacções do calçado e o do vestuário para adultos cresceu 16,9% e 15,2%, respectivamente, e apenas o dos artigos de couro diminuiu 4,2%. Em Julho, o volume de transacções do calçado e o dos relógios e joalharia baixou 4,2% e 1,8%, respectivamente, em relação a Julho de 2024, uma vez que “o volume de transacções dos outros sub-ramos aumentaram, nomeadamente, o dos produtos cosméticos e de higiene subiu significativamente 13,5%”.