Chefe do Executivo desafia empresas a investirem em Macau e Hengqin

0
50

Na cerimónia de inauguração da 3.ª Conferência Industrial e Comercial para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, o Chefe do Executivo da RAEM convidou “empresas de excelência” e “projectos de qualidade” a investirem em Macau e Hengqin. O formato “Macau + Hengqin” assume-se como “o novo exemplo do enriquecimento da aplicação do princípio ‘um país, dois sistemas'”, defendeu Sam Hou Fai.

Arrancou na segunda-feira a 3.ª Conferência Industrial e Comercial para o Desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, em Cantão, e, na cerimónia de abertura, Sam Hou Fai aproveitou para desafiar “todas as empresas de excelência” e “projectos de qualidade” a investirem em Macau e Hengqin, partilhando “os benefícios provenientes do desenvolvimento da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau”.

O Chefe do Executivo da RAEM, que discursou na cerimónia em formato virtual, afirmou que o formato “Macau + Hengqin” assume-se como “o novo exemplo do enriquecimento da aplicação do princípio ‘um país, dois sistemas’, o novo patamar impulsionador da construção da Grande Baía Guangdong-Hong-Kong-Macau e a nova plataforma para concretizar a abertura do País ao exterior de alta qualidade”.

No discurso, o Chefe do Executivo descreveu esta conferência como “um evento industrial e comercial importante”. O tema desta edição é a construção da Grande Baía. No âmbito da construção da Grande Baía, Sam Hou Fai lembrou que Xi Jinping expressou a expectativa de que Macau tenha uma “visão mais ampla”, articulando-se com as estratégias nacionais de desenvolvimento e empenhando-se na realização de maiores sucessos no palco internacional.

Sam salientou que “Macau tem aproveitado as vantagens institucionais do princípio ‘um país, dois sistemas’ e as amplas ligações internacionais, com o seu posicionamento de desenvolvimento como ‘um centro, uma plataforma e uma base'”. O líder do Governo da RAEM destacou também o “papel positivo” no que toca à colaboração entre Macau e cidades do interior da China nesta construção da Grande Baía, atraindo investimento estrangeiro e expandindo-se para o exterior.

O Chefe destacou também a “promoção da articulação de regras e mecanismos, reforço da conectividade das infraestruturas, impulsionamento da integração e da inovação dos serviços transfronteiriços regionais, promoção do desenvolvimento sinérgico das cadeias de abastecimento e impulsionamento da construção do Corredor de Inovação Científica e Tecnológica Guangzhou-Shenzhen-Hong Kong-Macau, especialmente a participação na construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin”.

Sam Hou Fai referiu ainda que “a promoção reforçada da construção da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin é uma componente indispensável da profunda participação de Macau no desenvolvimento de alta qualidade da Grande Baía, sendo um ponto-chave para a ‘resolução da situação’ do desenvolvimento da diversificação adequada da economia de Macau”.

Além disso, frisou, “o Governo da RAEM teve sempre em consideração o espírito dos importantes discursos do Presidente Xi Jinping, proferidos durante a sua visita em Macau”, como o pedido para que a RAEM exerça o papel de plataforma sino-lusófona, aumente o “círculo de amigos” internacional e reforce a conectividade tanto com o interior da China como com o resto do mundo

Assim, recordou Sam Hou Fai, o Governo planeia lançar um conjunto de “projectos de obras icónicas e importantes”, como a Cidade (Universitária) de Educação Internacional de Macau e Hengqin, um bairro internacional turístico e cultural integrado de Macau, um Hub de Transporte Aéreo Internacional de Macau na margem oeste do Rio das Pérolas, e um parque industrial de investigação e desenvolvimento das ciências e tecnologias de Macau. O objectivo é que estes projectos se tornem “componentes essenciais do desenvolvimento de alta qualidade da Grande Baía, contribuindo com a sabedoria e a força de Macau para a promoção contínua do desenvolvimento da diversificação adequada da economia e para criação de uma Baía de nível internacional”.