O sector do turismo em Macau prevê que o fluxo de visitantes oriundos do Médio Oriente venha a crescer no segundo semestre deste ano. Andy Wu, presidente da Associação Turística de Macau, nota que a chegada desta camada de visitantes a Macau tem vindo a aumentar “gradualmente” desde Julho, quando entrou em vigor a nova medida de isenção de visto para cinco países: Arábia Saudita, Qatar, Kuwait, Barém e Omã.
O presidente da Associação da Indústria Turística de Macau revelou que o mercado turístico com origem no Médio Oriente tem vindo a aumentar desde Julho, prevendo um aumento gradual do número de visitantes muçulmanos ao longo do segundo semestre deste ano.
Em declarações ao Jornal Cheng Pou, Andy Wu referiu que a isenção de visto para cinco países do Médio Oriente – medida implementada em Julho – veio incentivar um crescimento “gradual” deste mercado turístico em Macau, embora advirta ser “necessário um tempo para ajustes”. Não obstante, o responsável considerou que o foco “exclusivo” no número de visitantes do Médio Oriente “não é objectivo nem particularmente significativo” no quadro geral de visitantes internacionais, uma vez que esta fatia de turistas ocupa ainda um lugar pouco significativo no mercado turístico internacional.
Como lembra Andy Wu, o fluxo de viajantes ‘halal’ é actualmente representado, sobretudo, pelos turistas da Malásia e da Indonésia, dois países muçulmanos que figuram na lista dos dez principais mercados de visitantes internacionais. Segundo as tabelas estatísticas publicadas na “Macao Tourism Data plus”, uma plataforma da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), a Indonésia ocupa o 6.º lugar da lista com 119.492 visitantes entre Janeiro e Julho, enquanto a Malásia aparece no 7.º lugar com 98.361 pessoas.
Ao mesmo jornal, o presidente da Associação Turística de Macau destacou que o reforço das opções ‘halal’ em Macau vai “melhorar as experiências dos turistas e enriquecer as suas viagens”, ao mesmo tempo que contribui para a diversificação do mercado de visitantes internacionais e a recuperação dos números pré-pandemia. Andy Wu cita como referência o fluxo crescente de visitantes oriundos da Coreia do Sul e da Índia, cada vez mais expressivo nos últimos anos, que teve como resultado a abertura de diversos restaurantes que atendem a este tipo de clientes e às suas preferências culinárias.
FOCO NO MERCADO MUÇULMANO
A política de isenção de visto durante 30 dias para cidadãos nacionais da Arábia Saudita, do Qatar, Kuwait, Barém e Omã foi anunciada em Junho e entrou oficialmente em vigor a 16 de Julho.
A medida foi anunciada numa altura em que o Governo de Macau procura atrair um mercado muçulmano através da oferta de opções ‘halal’ no território e da dinamização de campanhas turísticas de grande escala na Arábia Saudita, nos Emirados Árabes Unidos, na Indonésia e na Malásia. A campanha mais recente aconteceu no final de Agosto, quando a DST e várias operadoras turísticas de Macau marcaram presença na Feira Internacional de Turismo da Indonésia. A DST já anunciou que regressará ao país em Outubro para uma nova promoção turística de grande escala.
Em 2025, pela primeira vez, Macau passou a figurar no 16.º lugar no ranking geral do Índice Global de Viagens Muçulmanas (Global Muslim Travel Index – GMTI), publicado pela CrescentRating e a Mastercard. O reconhecimento deveu-se, em grande parte, à publicação de um guia turístico especificamente concebido para muçulmanos, com a divulgação de aspectos culturais e gastronómicos relevantes e recomendações de itinerários próprios a esta camada de visitantes, avaliados de acordo com a lei islâmica.











