A temporada 2025-2026 da Orquestra Chinesa de Macau (OCHM) já tem bilhetes à venda, marcando o início de uma programação cultural que celebra Macau como “Cidade da Cultura da Ásia Oriental”. Com um repertório que vai desde estreias mundiais até concertos ao ar livre em espaços patrimoniais, a organização oferece os pacotes “Apreciação da Música Chinesa” e “Descobrir a Nova Música Chinesa”, com diferentes promoções para membros.
Para além do já muito aguardado concerto de abertura “Brilho do Oriente”, que marcou o início da Temporada 2025-2026 da Orquestra Chinesa de Macau (OCHM) no dia 30 de Agosto, a programação anual revela-se uma das mais ambiciosas de sempre, com propostas que vão da música milenar às experiências comunitárias, solidificando o papel de Macau como capital cultural da Ásia Oriental.
Se a estreia da suíte sinfónica colaborativa entre compositores da China, Japão e Coreia do Sul é o ponto de partida simbólico, a verdadeira narrativa desta temporada desenrola-se ao longo de mais de uma dezena de concertos temáticos, que aprofundam diferentes vertentes da música tradicional e contemporânea chinesa.
Um dos momentos mais aguardados será o concerto de encerramento “Ecos do Milénio”, que irá trazer a Macau, pela primeira vez, o som ancestral do bianzhong, um conjunto de sinos de bronze com mais de 2.500 anos de história, classificado como relíquia nacional chinesa. A Orquestra actuará em conjunto com a Orquestra Nacional de Bianzhong de Hubei, num diálogo entre o património arqueológico musical e a criação contemporânea, marcado para Julho de 2026, marcando o fim da temporada.
Antes disso, a temporada inclui ainda dois concertos de homenagem a dois gigantes da música chinesa: Liu Tianyi, com concerto marcado para dia 29 de Novembro, e Peng Xiuwen, que receberá a sua homenagem sinfónica no dia 21 de Março de 2026. Ambos os compositores revolucionaram a linguagem da música tradicional e cantonesa e será uma oportunidade para revisitar obras fundamentais do reportório chinês, muitas das quais raramente tocadas ao vivo fora da China continental.
Mas a OCHM não se ficará pelo Grande Auditório do Centro Cultural. A música sairá à rua e ocupará o coração histórico da cidade, com duas actuações nas Ruínas de São Paulo integradas nas celebrações do 26.º aniversário do Retorno de Macau à Pátria. Aqui, a Orquestra juntar-se-á ao Conjunto Artístico da Província de Shaanxi para interpretar “Lírios da Estrela da Manhã para Sempre”, uma obra contemporânea de grande fôlego sinfónico que evoca a história e cultura do Norte da China, no dia 19 de Dezembro. Mas antes, para celebrar o Festival do Bolo Lunar, será realizado o concerto “Uma Noite de Lua Cheia nas Ruínas de São Paulo” no dia 6 de Novembro. Ambos concertos terão entrada livre.
A dimensão comunitária e educativa será outra das apostas da temporada, com o regresso do espectáculo familiar “Varinha Mágica Musical”, que tem captivado os mais novos através de narrativas interactivas com base em instrumentos tradicionais, e com concertos programados em escolas e espaços patrimoniais.
No capítulo da bilheteira, e para além dos descontos de 20% para membros “amigos da orquestra”, a OCHM disponibilizará pacotes promocionais para grupos e propostas combinadas entre vários concertos, facilitando o acesso a uma programação que se deseja inclusiva e representativa da diversidade cultural de Macau.












