Empréstimos não pagos pelas PME atingem 7,6%

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FOTORGRAFIA ELOI CARVALHO

No primeiro semestre deste ano, o valor dos empréstimos não pagos por parte das pequenas e médias empresas (PME) atingiu os 5,6 mil milhões de patacas, ou seja, o rácio de dívidas não pagas subiu para 7,6% – este é o rácio mais alto desde 2008, ano em que a Autoridade Monetária de Macau (AMCM) começou a compilar estes dados.

O rácio de empréstimos não pagos pelas pequenas e médias empresas (PME) atingiu, no primeiro semestre deste ano, os 7,6%. O montante em causa foi de cerca de 5,6 mil milhões de patacas. Este é o valor mais alto desde 2008, ano até ao qual recuam os dados relativos aos créditos às PME disponibilizados pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM).

No segundo semestre do ano passado, por exemplo, o montante não pago pelas PME foi de 5,3 mil milhões, sendo que o rácio das dívidas não pagas era de 6,8%. Nos primeiros seis meses do ano passado, o rácio de empréstimos não pagos pelas PME estava nos 6,2%.

Em 2008, o montante dos empréstimos não pagos por parte das PME era de apenas 428 milhões de patacas, e o rácio era de 2,2%. O ponto mais baixo do rácio dos empréstimos não pagos atingiu-se entre a segunda metade de 2018 e o fim de 2019, nessa altura o rácio foi de apenas 0,2%. Em 2014 registaram-se os valores mais baixos dos empréstimos em dívida: 142 milhões no primeiro semestre desse ano e 136 milhões na segunda metade do ano.

Nas estatísticas divulgadas pela AMCM, o organismo explica que o rácio de dívidas não pagas pelas PME está agora nos 7,6% devido à queda do balanço dos empréstimos em dívida concedidos.

A AMCM diz também que, até ao final de Junho deste ano, o balanço utilizado dos empréstimos concedidos às PME atingiu 74,3 mil milhões de patacas e registou uma descida de 4,7%, quando comparado com o final de 2024. “Quando a análise é feita segundo o uso económico, constatou-se que os empréstimos concedidos ao sector em ‘transportes, armazenagem e comunicações’ aumentaram 14,1%, enquanto que aos sectores em ‘comércio por grosso e a retalho’ e ‘construção’ registaram decréscimos de 9,9% e 2,8%, respectivamente”, lê-se na nota de imprensa divulgada pela AMCM.

A taxa de utilização, que é definida como a proporção do balanço relativo aos créditos em dívida para o limite do crédito aprovado, cresceu 1,2 pontos percentuais para 84,8%, quando comparado com a taxa registada no final de 2024, refere a AMCM.

No primeiro semestre deste ano, o novo limite do crédito aprovado às PME pelos bancos de Macau aumentou 47,7% em comparação com o segundo semestre do ano passado, atingindo 4,9 mil milhões de patacas. O rácio de garantia (o que indica a proporção de limite de crédito com activos corpóreos prometidos) situou-se em 62,2%, correspondendo a um decréscimo de 14,5 pontos percentuais, quando comparado com os últimos dados.