Quadradinhos partilhados entre regiões. A Fundação Rui Cunha serve hoje de ponto de encontro entre duas gerações da banda desenhada asiática. “Comics 2025 + Hong Kong Machines” apresenta primeiro o talento novo de cinco artistas de Macau, seguido pelos icónicos robôs nostálgicos de Felix Ip, mestre de Hong Kong. Um conjunto visual que mostra como esta arte continua a reinventar-se. Para quem aprecia contar histórias através do desenho, a exposição traz uma viagem diferente em cada traço.
A galeria da Fundação Rui Cunha transforma-se, mais uma vez, num palco de cores e traços com a exposição “Comics 2025 + Hong Kong Machines”, que abre ao público hoje às 18h30. Dividida em duas partes distintas, a mostra promete levar os visitantes numa viagem pelo melhor da banda desenhada e ilustração contemporâneas, destacando tanto talentos locais de Macau como o reconhecido artista de Hong Kong, Felix Ip.
A primeira parte da exposição, que decorrerá de 12 a 16 de Agosto, apresenta cerca de 30 obras de cinco artistas de Macau: Leung Wai Ka, Nasu, Vincent Ho, Yeung Siu e ST – todos membros da Associação de Promoção de Intercâmbio Cultural de Banda Desenhada e Animação de Macau (APICBDAM). Esta edição anual colectiva, intitulada “Comics 2025”, reúne as mais recentes criações em banda desenhada, o tradicional manga e várias formas de ilustração, demonstrando a diversidade e vitalidade da cena artística local no assunto.
A segunda parte, agendada de 19 a 23 de Agosto, será dedicada ao trabalho mais recente do conceituado artista Felix Ip, figura incontornável no mundo da animação e banda desenhada asiática. A inauguração desta fase ocorrerá no dia 19 de Agosto, às 16h, com a presença do próprio autor. Ip, que colaborou em produções como “As Tartarugas Ninja” e “Astroboy”, traz a Macau a sua aclamada série “HongKong Machines”, uma colecção de ilustrações que combina máquinas robóticas futuristas com elementos nostálgicos da sua infância em Hong Kong. A série, já galardoada com prémios como o Golden Dragon Award e o Asia-Pacific Animation & Comics Art Book Award, expandiu-se recentemente para outros mercados asiáticos, dando origem a derivações como “Singa Machines”, “Malaysia Machines” e “Taiwan Machines”.
Os visitantes terão ainda oportunidade de conhecer o seu projecto mais recente, “Daydream Notebook”, distinguido com um Prémio de Prata no programa de apoio à banda desenhada de Hong Kong.
A curadoria da exposição está a cargo de Howard Chan, presidente da APICBDAM, que sublinha a importância deste evento enquanto plataforma de intercâmbio cultural e artístico. Citado no comunicado da Fundação Rui Cunha, Chan destaca que o evento reforça a missão da associação em promover a banda desenhada local e criar pontes com criadores internacionais, como Felix Ip.
Desde a sua criação em 2014, a APICBDAM tem trabalhado para fomentar a colaboração entre artistas locais e internacionais, reforçando o papel de Macau como polo criativo na região da Grande Baía nesta área. Esta exposição representa não apenas um encontro de gerações e estilos, mas também um diálogo entre tradição e inovação, onde os robôs mecânicos de Felix Ip conversam com as novas bandas desenhadas contemporâneas dos artistas macaenses.
Para os apreciadores de arte sequencial e cultura pop asiática, esta iniciativa constitui uma ocasião especial para testemunhar a evolução da banda desenhada em Macau, algo que ainda cresce e se desenvolve na região. A mostra estará patente na Galeria da Fundação Rui Cunha até 23 de Agosto, com entrada livre.












