Mediana dos salários em Macau desce no segundo trimestre

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

No período entre Abril e Junho, a taxa de desemprego geral e a taxa de desemprego dos residentes estabilizaram em 1,9% e 2,5%, respectivamente, sem alterações quanto aos primeiros três meses do ano. De acordo com dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), a mediana dos salários desceu entre as 1.000 e as 1.500 patacas em relação ao trimestre anterior.

No primeiro trimestre deste ano, a taxa de desemprego global fixou-se em 1,9% e a taxa de desemprego dos residentes em 2,5%, com percentagens iguais às do primeiro trimestre do ano. No entanto, ambos os indicadores registaram um ligeiro aumento de 0,2 pontos percentuais em comparação com o período homólogo do ano passado.

Os dados divulgados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) mostram também que, no segundo trimestre do ano, tanto o número de empregados (372.700) como o de residentes empregados (281.600) cresceram em comparação com o trimestre anterior, verificando-se um aumento respectivo de 900 e 1.400 pessoas em cada categoria.

Em termos de ramo de actividade económica, verifica-se que o número de residentes empregados no ramo dos transportes e armazenagem (17.300) e no ramo da construção (15.500) tiveram aumentos de 1.600 e 1.500 pessoas, respectivamente, enquanto o de residentes empregados na indústria da hotelaria, restauração e similares desceu para 27.200 pessoas, menos 1.000.

Embora o número de trabalhadores tenha crescido no segundo trimestre, a mediana dos salários desceu. De acordo com os dados recolhidos no âmbito do Inquérito ao Emprego, as medianas do rendimento mensal do emprego da população empregada (17.800 patacas) e dos residentes empregados (20.000 patacas) desceram 1.000 e 1.500 patacas, respectivamente.

A DSEC justifica este fenómeno com o “facto de alguns ramos de actividade económica terem atribuído o 13.º mês de salário e as participações nos lucros no primeiro trimestre de 2025, o que resultou numa base de comparação mais elevada”.

Comparando o período de Abril a Junho com o período anterior, de Março a Maio, constata-se que não houve alterações quanto à taxa de desemprego global, à taxa de desemprego dos residentes e à taxa de subemprego global (esta última, calculada em 1,6%). Já o número de empregados e o número de residentes empregados verificaram uma diminuição de 300 e 600 pessoas, respectivamente.

De acordo com as estimativas preliminares dos registos de migração, no segundo trimestre deste ano existiam cerca de 106.700 residentes de Macau e trabalhadores não residentes que, apesar de viverem no exterior, trabalhavam na região. A mão-de-obra composta por estes indivíduos e pela população activa de Macau era de 486.700 pessoas – mais 200, face ao período precedente.

Por sua vez, o número de residentes desempregados fixou-se em 7.300 pessoas. 11% destes residentes desempregados encontravam-se à procura do primeiro emprego, o que representa um aumento de 2,6% em relação ao período anterior. A DSEC acrescenta que “a maioria dos que estavam à procura de novo emprego trabalhou anteriormente no ramo de actividade económica do comércio a retalho, no ramo da construção e no ramo das lotarias e outros jogos de aposta”.