A Sands China reuniu nove artistas contemporâneos de diferentes continentes para uma fusão entre dois mundos aparentemente distintos: a beleza clássica da mitologia romana com as personagens da série infantil “Rua Sésamo”. Intitulado de “Dopamina: Fonte de Felicidade”, o projecto propõe-se à descoberta da fórmula da felicidade pura e infiltrada, actuando como uma dose de dopamina na audiência que o visita.
A exposição “Dopamina: Fonte da Felicidade” foi esta terça-feira inaugurada no Venetian, onde continuará patente até 15 de Outubro. A mostra insere-se na edição deste ano do evento cultural “Arte Macau: Bienal Internacional de Arte de Macau 2025”, subordinado à questão central “Olá, o Que Fazes Aqui?”.
A dopamina, o neurotransmissor associado à sensação de prazer, dá título a uma exposição cujo propósito é o de “reacender a felicidade” do público de Macau, através da combinação de “cores vívidas, imaginação ilimitada e a expressão de emoções positivas”. Como toque final de inocência pueril, os artistas participantes no projecto foram convidados a reinterpretar as icónicas personagens do programa infantil “Rua Sésamo” e a cobri-las com uma palete de cores brilhantes.
Craig & Karl, Bibi Lei, GRAFFLEX, Hei Lok, Ilya Milstein, Jun Oson, Jonni Cheatwood e Song Zhou são os “nove artistas notáveis” que assinam as obras de arte inéditas, criadas exclusivamente para Macau, que agora complementam a atmosfera veneziana do resort. Para além dos elementos infantis, as obras artísticas bebem da estética da mitologia romana para criar obras simultaneamente contemporâneas e clássicas, numa viagem “multimédia, intemporal e intercultural” que alimenta “a ressonância emocional de alegria e felicidade que as artes no Venetian Macau oferecem”.
Discursando na cerimónia de inauguração, Leong Wai Man, presidente do Instituto Cultural (IC), elogiou “a paixão e o profissionalismo” da concessionária Sands, da equipa curatorial e dos artistas internacionais que se uniram em torno deste projecto, infundindo “um impulso duradouro na paisagem cultural de Macau”.
Wilfred Wong, vice-presidente da Sands China, manifestou a esperança de que a exposição “possa criar um factor de felicidade para todos – a dopamina”. “Para esta exposição especial, artistas internacionais colaboraram com a Rua Sésamo para entrelaçar as suas personagens com a mitologia romana antiga, criando obras de arte únicas em grande escala para Macau”, salientou.
Já o co-fundador e director da equipa curatorial, a ARTICROSS, afirmou que a colaboração com nove artistas internacionais “transcende as barreiras da cultura, linguagem e estilo, para criar um diálogo artístico colorido e imaginativo na cidade multicultural de Macau”. Ken Wong acrescentou ainda que a participação na Arte Macau 2025 “é uma jornada artística muito desafiante, mas também imensamente honrosa”.
Em comunicado, a Sands China adianta que a colaboração com a dupla artística Craig & Karl não se limita à “Dopamina: Fonte da Felicidade”. Em paralelo a esta exposição, foi criada “uma edição limitada exclusiva do jogo de empilhamento de blocos ‘Jenga’ para a Arte Macau 2025, especialmente concebida para homenagear o espírito da cidade – diversa, dinâmica e viva com ritmo cultural e criatividade”. As peças de arte – com seis padrões únicos, “impregnados da estética vibrante característica dos artistas” – estão disponíveis, em exclusivo, na área da lagoa exterior do Venetian.
Destaque ainda para a exposição colateral “Beyond the Frame: International Contemporary Masterpieces”, que decorre concomitantemente à exposição principal. Vários dos artistas que participaram na “Dopamina” (Bibi Lei, Song Zhou, Jun Oson, GRAFFLEX, Ilya Milstein e Jonni Cheatwood) regressam para apresentar mais de 60 obras que “quebram os quadros convencionais através de linguagens visuais distintas”, explorando colectivamente a forma como “as fronteiras artísticas estão a ser redefinidas no actual contexto global”. Ao mesmo tempo que convidam à participação do público e forjam “novas fronteiras artísticas”, os trabalhos dos seis artistas constroem também “reinos criativos profundamente pessoais”, conclui a Sands em comunicado.












