Os Serviços de Saúde contabilizam, para já, cinco casos de febre de chikungunya, três deles em trabalhadores dos estaleiros das obras na Zona A dos Novos Aterros, o que levou as autoridades a reforçarem as medidas de controlo da doença naquela área. Macau e Zhuhai também têm estado a coordenar esforços para controlar a doença.
Os Serviços de Saúde diagnosticaram, até agora, cinco casos importados de febre de chikungunya. O aumento do risco de transmissão da doença está a levar as autoridades de Macau, em conjunto com as regiões vizinhas, a reforçarem as medidas de prevenção da doença.
O quinto caso de febre de chikungunya detectado pelas autoridades foi diagnosticado numa mulher de 70 anos, residente de Macau e aposentada, que, entre os dias 14 e 18 deste mês tinha estado em Foshan. Na passada sexta-feira, a idosa manifestou dores articulares na perna direita e tomou medicamentos por iniciativa própria, não recorrendo a consulta médica. Na manhã de domingo, foram detectadas erupções cutâneas no joelho direito e nos braços e, no dia seguinte, a mulher foi às urgências do Centro Hospitalar Conde de São Januário. Após análise da amostra de sangue, foi confirmada a presença do vírus de chikungunya. Actualmente, a doente encontra-se em estado estável, e está internada no hospital público para tratamento médico.
Dos cinco casos diagnosticados na região, três têm a ver com trabalhadores de estaleiros de obras na Zona A dos Novos Aterros, por isso as autoridades dizem que “não está excluída a possibilidade de propagação dentro dos estaleiros de obras”.
Assim, entre segunda e terça-feira, foram estabelecidas uma série de medidas preventivas, incluindo a pesquisa de casos, a sensibilização e educação, a inspecção da fonte de proliferação de mosquitos e o reforço de eliminação de mosquitos, entre outras.
Na segunda-feira, os Serviços de Saúde enviaram pessoal aos estaleiros em causa para proceder ao inquérito presencial aos trabalhadores e à divulgação e educação, através da pesquisa proactiva dos casos suspeitos e da colheita de sangue no local, com vista a submeter-se à análise. Após a análise laboratorial das três amostras de sangue recolhidas, foi excluída a infecção por febre de chikungunya.
Além disso, foi realizada uma inspecção abrangente sobre as fontes de proliferação de mosquitos, nomeadamente águas estagnadas, nos estaleiros de obras, tendo sido removidas de imediato algumas fontes de proliferação de mosquito. A Direcção dos Serviços de Obras Públicas (DSOP) também exortou os responsáveis dos estabelecimentos a reforçarem, com a maior brevidade possível, a gestão de vectores de proliferação de mosquitos e a eliminação de mosquitos.
Os Serviços de Saúde salientam que foi estabelecida uma “ligação estreita” com as autoridades do interior da China, através de um mecanismo conjunto de prevenção e controlo, comunicação imediata de casos relacionados com actividades transfronteiriças, definição de zonas de risco em conformidade de local onde os casos se encontram e o tempo de permanência em Macau, desenvolvendo trabalhos de prevenção e de resposta, bem como acompanhando de perto a situação epidemiológica em Macau e nas regiões vizinhas.
Devido ao “aumento do risco de transmissão” da febre de chikungunya, as autoridades de Macau e de Zhuhai realizaram na segunda-feira uma reunião por videoconferência sobre o trabalho conjunto de prevenção e controlo da doença. Nesta reunião, os representantes de ambas as partes avaliaram os riscos e apresentaram também as estratégias de prevenção e controlo.
Tendo em conta a frequente circulação entre os residentes das duas regiões, foi discutida a forma como os postos fronteiriços podem colaborar com os trabalhos de prevenção e controlo em geral. Além disso, foram realizadas trocas e partilhas profundas de experiências sobre a monitorização dos vectores dos mosquitos e do pessoal, o trabalho de eliminação de mosquitos, a sensibilização e educação, entre outros. Em comunicado, os Serviços de Saúde dizem que as partes chegaram a um consenso no sentido de desenvolver o mecanismo conjunto de prevenção e controlo, incluindo a partilha de informações e a investigação conjunta de epidemias, “avaliando continuamente o desenvolvimento da febre chikungunya, ajustando atempadamente as medidas de prevenção e controlo, com vista a garantir em conjunto a saúde e a segurança dos residentes das duas regiões”.











