Mais de 40% dos jovens sentem ansiedade devido à pressão escolar e social

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

Os resultados de um inquérito realizado pelo Observatório para o Desenvolvimento Social de Macau, em conjunto com a Associação de Estudantes Chong Wa de Macau, mostram que mais de 70% dos estudantes sentem pressão devido aos estudos e a situações sociais. Além disso, mais de 40% desenvolvem sintomas como irritabilidade e ansiedade devido à pressão.

Mais de 70% dos estudantes de Macau sentem pressão relativamente aos estudos e a situações sociais. Além disso, mais de 40% acabam por desenvolver sintomas de irritabilidade e ansiedade devido a essas pressões. As conclusões retiram-se dos resultados de um inquérito realizado pelo Observatório para o Desenvolvimento Social de Macau, em conjunto com a Associação de Estudantes Chong Wa de Macau. Segundo os resultados deste inquérito, alguns dos jovens chegam mesmo a ter pensamentos de autoflagelação.

Este inquérito foi realizado entre os dias 15 de Maio e 15 de Junho, tendo sido recolhidos 1.017 questionários válidos.

Segundo os resultados do inquérito, citados pelo Jornal Ou Mun, 40% dos alunos entrevistados apresentam ansiedade leve a moderada e 5% apresentam ansiedade moderada a grave. As alunas apresentam níveis de ansiedade mais elevados do que os alunos.

Ainda assim, a percentagem de jovens que procura activamente serviços de apoio psicológico é inferior a 5%. A maioria dos estudantes tende a lidar com a pressão através do descanso, do entretenimento, da distracção e da socialização. Mais de metade dos estudantes considera que o apoio interpessoal de amigos e familiares é o principal recurso para lidar com o stress, e mais de 70% dos estudantes concordam que o sono ajuda a aliviar a pressão, embora alguns estudantes afirmem ter dificuldade em adormecer quando estão sob pressão.

Os resultados revelaram também que os alunos inquiridos dormiam, em média, apenas sete horas por noite, sendo que mais de 34% dormiam menos de seis horas, 28% estavam insatisfeitos ou muito insatisfeitos com a sua qualidade de sono recente e 24% afirmaram que os problemas de sono estavam a interferir na sua vida quotidiana.

A equipa de investigação que realizou o inquérito considera que o elevado nível de ansiedade dos estudantes e a importância que os jovens atribuem às relações interpessoais, apesar da sua falta de comunicação, lhes causam uma sensação de infelicidade.

A equipa incentiva os estudantes a expressarem mais os seus sentimentos pessoais, a distribuírem bem o seu tempo de descanso e a partilharem mais as suas ideias com diferentes tipos de profissionais.

Ao mesmo tempo, sugere que os pais e as organizações educativas deixem os adolescentes assumirem mais responsabilidades por si próprios, promovam a educação em saúde mental e a formação em identificação de crises, reforcem a divulgação dos recursos de apoio psicológico e ajudem os estudantes a desenvolver estratégias diversificadas para lidar com a pressão.