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      Serviços de Saúde adoptam sistema de classificação que distingue assintomáticos de casos confirmados

      Em conformidade com os parâmetros do país, as autoridades sanitárias locais consideram que é mais proveitoso que, estatisticamente, ambas as situações sejam tratadas e anunciadas de forma separada. A nova variante Ómicron preocupa as autoridades, mas, para já, todas as restrições relacionadas directamente com a variante apenas se reflectem e são aplicadas a viajantes que tenham estado, nos últimos 21 dias, nos oito países africanos anunciados anteriormente: África do Sul, Botswana, Zimbabué, Namíbia, Lesoto, Suazilândia, Moçambique e Malawi.

      O Centro de Coordenação de Contingência do Novo Tipo de Coronavírus anunciou ontem, na sua conferência semanal sobre a pandemia de Covid-19, que as autoridades sanitárias locais vão passar a distinguir assintomáticos de casos confirmados no sistema de classificação de pessoas infectadas com SARS-CoV-2.

      A medida passou a vigorar desde ontem com a adopção da classificação e definição de casos da Covid-19 estipuladas e formuladas pelo Grupo Integrado de Mecanismo de Prevenção e Controlo Conjuntos do Conselho de Estado. A ideia, explicou Leong Iek Hou, passa por tratar estatisticamente os casos de forma separada. “Esta medida serve para termos uma maior conectividade entre as estatísticas de Macau e da China continental”, afirmou, aos jornalistas, a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença.

      Para os Serviços de Saúde, a definição de infecção assintomática passa a ser aplicada a pessoas infectadas com resultado positivo no teste de ácido nucleico, mas sem manifestações clínicas relevantes, como febre, tosse seca, fadiga, dores de garganta, diminuição do olfacto e/ou paladar, diarreia, entre outros sintomas e sem sinais auto percepcionados ou clinicamente identificáveis, bem como sem características imagiológicas da pneumonia na imagem de tomografia computadorizada.

      Já a definição de casos confirmados é aplicada a pessoas com resultado positivo no teste de ácido nucleico ou indivíduos não vacinados contra a doença positivos para os anticorpos IgM e IgG específicos, bem como pessoas que manifestem questões clínicas relevantes, como febre, tosse seca, fadiga, dores de garganta, diminuição do olfacto e/ou paladar, diarreia, entre outros sintomas e com auto percepção de sinais ou clinicamente identificáveis ou com características imagiológicas da pneumonia em imagem de tomografia computadorizada.

       

      Restrições inalteradas 

      Leong Iek Hou mostrou-se preocupada com a nova variante que surgiu na África do Sul e já se começa a espalhar um pouco por todo o mundo, com especial incidência na Europa. Contudo, referiu a médica, ainda é cedo para criar mais restrições para além daquelas que já existem e que inclui a proibição de entrada no território a todos aqueles que tenham estado na África do Sul, Botswana, Zimbabué, Namíbia, Lesoto, Suazilândia, Moçambique e Malawi nos últimos 21 dias. “Atribuímos Grande atenção a esta variante. Até à presente data, a Organização Mundial de Saúde (OMS) não a classificou quanto ao seu nível de transmissibilidade, em comparação com as outras variantes como a Delta, mas a situação, de momento, mantém-se inalterada e sem mudanças nas políticas”.

      Questionada sobre se a Europa, e em particular Portugal, poderiam passar a ter uma atenção especial por parte de Macau no que concerne a restrições, Leong Iek Hou negou qualquer intenção de mudar as políticas, para já. “Apelamos para que as pessoas estejam atentas ao que se passa no mundo e ao desenvolvimento da Covid-19. O que acontecer lá fora terá, naturalmente, repercussão aqui”, admitiu a responsável.

      No entanto, afirmou a médica, “há boas notícias”. “A OMS deixou claro que os testes PCR existentes conseguem ser úteis perante a nova variante”, sendo que, ao mesmo tempo, o teste genético também é competente.

      A coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença relembrou ainda que “os não residentes continuam sujeitos a diversas restrições e análises” e que “os residentes serão sempre bem-vindos a Macau, no pressuposto de minimização do risco à comunidade local”.

      Numa altura em que ainda não existem novidades sobre uma possível abertura das fronteiras com a região vizinha de Hong Kong, as autoridades acabam de restringir todos os indivíduos que tenham estado no distrito de Zhalainuoer da cidade de Hulunbuir da Região Autónoma da Mongólia Interior. Estes serão sujeitos à observação médica em local a designar, conforme exigências da autoridade de saúde, por um período de 14 dias a contar da data de saída daquele local, não podendo esse período ser inferior a sete dias. Ao mesmo tempo, o seu Código de Saúde irá ser convertido para a cor amarela e devem ser submetidos à autogestão da saúde, por um período de 14 dias a contar da data de saída do local referido. Durante esse período, devem ser realizados, no máximo 5 testes de ácido nucleico nos 1.º, 2.º, 4.º, 7.º, e 12.º dias a contar da data do início da medida.

       

      Vacinação é o caminho

      Ontem, a coordenadora do Núcleo de Prevenção e Vigilância da Doença, para além de voltar a apelar à vacinação, considerando que esse é o único caminho para combater a doença, instou os residentes a tomarem medidas preventivas ao viajar para o exterior e prestarem atenção ao desenvolvimento da pandemia nos locais onde se encontram.

      Outra novidade anunciada ontem prendeu-se com o código QR da nova aplicação móvel de rastreamento e criação de código de saúde anunciada pelo Governo no início de Novembro. “O código QR de registo de itinerário está estendido a todos os serviços públicos desde 1 de Dezembro. Apelamos para que todos os cidadãos descarreguem a aplicação e utilizem”, disse Leong Iek Hou.

      Dados relativos ao dia de ontem mostram que foram administradas até ao momento 924.015 doses de vacinas contra a Covid-19. 485.074 pessoas foram inoculadas, sendo que a primeira dose já foi administrada a 46.447 indivíduos e 426.881 pessoas estão totalmente imunizadas, com duas doses. 11.746 pessoas já foram vacinadas com a terceira dose. A percentagem da população vacinada com, pelo menos, uma dose da vacina, é de 71,01%. Nas últimas 24h, ocorreram nove notificações de eventos adversos (nove eventos adversos ligeiros e nenhum grave, tendo sido oito casos relacionados com a vacina inactivada da chinesa Sinopharm e um caso da vacina mRNA da germânica BioNTech). Desde o início do programa de vacinação em Macau que ocorreram 3.859 notificações de eventos adversos, tendo sido a sua maioria (3.849) considerados adversos ligeiros e apenas 10 graves.

       

      Quatro robôs foram colocados no hotel Treasure

      A partir da quarta-feira passada, todas as chegadas de regiões de alto risco ficam hospedadas no hotel Treasure por 21 dias. Quem chega deixou de poder escolher um hotel por conta própria, sendo obrigado a pagar 600 patacas por noite para ficar no hotel designado, caso não seja a primeira vez que fica de observação médica à chegada no território. Dois dos quatro robôs serão usados para verificar a temperatura dos hóspedes, enquanto dois distribuirão suprimentos nos quartos. A Direcção de Serviços de Turismo (DST) relembrou que a nova medida visa minimizar o risco de os trabalhadores do hotel serem expostos a indivíduos que estão em quarentena. A entidade disse que o acordo será expandido para outros hotéis de quarentena, acrescentando que decidirá sobre o número total de robôs necessários. Ao mesmo, a DST revelou ter recebido 45 perguntas sobre como se processa a reserva de um quarto no hotel a partir das 16h de terça-feira. Todas foram encaminhados directamente para o hotel no sentido da obtenção de mais assistência.