Apesar dos casos recentes, conflitos familiares estão num nível estável, diz Hon Wai

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Hon Wai foi questionado sobre uma rixa que aconteceu recentemente entre dois irmãos na casa dos 50 anos e sobre o homicídio de uma mulher por parte do seu marido. O presidente do Instituto de Acção Social (IAS) afirmou que o número de casos relatados de conflitos familiares está “estável”, acrescentando que o organismo tem mecanismos de resposta para estas situações.

 

Hon Wai, presidente do Instituto de Acção Social (IAS), afirmou ontem que o número de casos relatados de conflitos familiares está “estável”. As declarações surgiram em resposta a questões sobre dois casos que aconteceram recentemente, uma rixa entre dois irmãos e um homicídio de uma mulher por parte do marido.

Citado pelo Jornal Ou Mun, o responsável aproveitou para dizer que, após a implementação da lei contra a violência doméstica, os casos de violência doméstica contra crianças “diminuíram significativamente”. Para o presidente do IAS, isto revela que a lei está a ter um “grande efeito” ao nível da prevenção.

Hon Wai acrescentou ainda que o IAS tem uma equipa de apoio de emergência que trabalha junto com a polícia para ajudar em casos neste âmbito. Esta equipa, explicou, tem trabalhado em estreita colaboração com a polícia para apoiar casos de violência doméstica, incluindo aconselhamento e acompanhamento dos agressores e vítimas, além de oferecer vários tipos de apoio a outros membros da família.

Há um mês, recorde-se, foi detido um homem de 74 anos por suspeita do homicídio da mulher, de 71 anos. Segundo a Polícia Judiciária (PJ), o suspeito entrou em conflito com a mulher por estar insatisfeito com o jantar que a mulher tinha preparado, acabando por atacá-la com um cutelo. A vítima morreu depois de ter sofrido pelo menos 16 ferimentos.

Já na passada quarta-feira, registou-se uma rixa entre dois irmãos na casa dos 50 anos que fez com que ambos tivessem de ser levados ao hospital com ferimentos nos braços e cabeça provocados por armas brancas. Segundo as autoridades, na origem do conflito estiveram “assuntos familiares”. Sobre este caso, Hon Wai afirmou que “não há dados que indiquem que a família tivesse um historial de conflitos”, acrescentando que o IAS está a acompanhar “atentamente” a situação com o objectivo de “estabilizar o estado emocional dos membros da família e garantir que a família passe pela crise em segurança”.

Hon Wai disse ainda que o organismo que lidera dispõe de diferentes canais de denúncia, incluindo escolas, administração de edifícios e vários pontos de serviço social. Após a denúncia, o IAS envia funcionários para visitar a família e avaliar a situação da disputa familiar. Se ocorrer um incidente grave de violência, a agência colabora com a polícia para tomar medidas, detalhou.