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      Tarifas dos táxis podem vir a subir 10%, depois de reunião com DSAT e representantes do sector

      A proposta original de aumento das tarifas dos táxis era de 18%, mas segundo o presidente da Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxi, a DSAT acabou por sugerir que esta seja de apenas 10%, por receio da reacção da opinião pública. O presidente da Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis de Macau relembra que há sete anos que as tarifas não são aumentadas.

       

      Na passada segunda-feira, dia 29, representantes do sector dos táxis reuniram-se com responsáveis da Direcção para os Assuntos de Tráfego (DSAT) para discutir a possibilidade de se ajustar as tarifas dos táxis, com os primeiros a apresentarem uma proposta inicial de 18%, proposta essa que acabou por não ser aceite pelas autoridades por receio de que “o público teria dificuldade em aceitar” o ajuste. Em declarações à TDM em língua chinesa, o presidente da Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxi, Tony Kuok, diz que a sua equipa “não teve outra escolha senão aceitar” a contra-proposta avançada pelas autoridades: de ajustar a tarifa para cerca de 10%. Tony Kuok falou sobre a necessidade de aceitar o valor sugerido na reunião, por receio de que processo de reaplicação para uma nova proposta fosse “levar ainda mais tempo”. Agora, segundo relatado pelo responsável, a actual proposta segue para apreciação pelo Comité Consultivo, e ainda sem datas anunciadas para implementação das novas tarifas.

      O presidente da Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxi revelou ainda outros pontos que foram abordados na mesma reunião. Prevê-se que a cada bandeirada de 1.600 metros após o início do taxímetro, se passe a cobrar 21 patacas em vez das actuais 19 patacas, e pretende-se também alterar a contagem das fracções do taxímetro, para que estas mudem a cada 220 metros, em vez dos actuais 240 metros. A proposta discutida também propunha que o taxímetro passe a contabilizar as actuais duas patacas a cada 55 segundos que o veículo em serviço esteja em espera, em vez dos actuais 60 segundos. Foi igualmente discutida a possibilidade de ajustar a taxa de cinco patacas para oito patacas para trajetos a partir do Aeroporto Internacional de Macau, Terminal Marítimo da Taipa, Campus da Universidade de Macau em Hengqin, e dos postos fronteiriços do Cotai e da Ponte Hong Kong-Zhuhai-Macau.

      Também presente na mesma reunião, o presidente da Associação dos Comerciantes e Operários de Automóveis de Macau, Leng Sai Wai, comentou com os jornalistas que as tarifas dos táxis não são ajustadas há sete anos consecutivos. Na sua perspectiva, embora o ajuste previsto de 10% da actual proposta ainda não seja suficiente para compensar o aumento dos custos dos combustíveis e de outras despesas afectadas pela inflação, ainda assim, esta é uma oportunidade “rara” que deve ser aproveitada. O mesmo fez ainda votos para que a proposta seja implementada o mais rapidamente possível para benefício do sector.

      Recorde-se que em Dezembro do ano passado a Associação de Mútuo Auxílio de Condutores de Táxis já tinha anunciado a intenção de avançar com a solicitação de subida de tarifas. Na altura, o responsável, em declarações ao programa Fórum Macau do canal chinês da Rádio Macau, referiu que o sector teve uma tentativa de pedir um ajuste das tarifas ao Governo em 2019, no entanto, a solicitação não foi concretizada devido à pandemia.