Governo promove formação de professores em inteligência artificial para modernizar o ensino

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Cerca de 250 educadores, especialistas e líderes escolares reuniram-se para lançar a “Acção de Formação de Professores em Ensino da Inteligência Artificial”. O evento, realizado no Instituto Salesiano da Imaculada Conceição, marcou o início de uma estratégia ambiciosa: equipar os docentes com ferramentas para integrar a Inteligência Artificial (IA) no ensino primário e secundário, alinhando-se com as directrizes nacionais da China e as tendências globais.

 

No âmbito da estratégia de modernização do ensino internacional, a Direcção dos Serviços de Educação e Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) realizou, no dia 11 de Julho, a “Cerimónia de Inauguração da Acção de Formação de Professores em Ensino da Inteligência Artificial”, marcando um passo significativo na actualização do sistema educativo de Macau. O evento, que decorreu no Instituto Salesiano da Imaculada Conceição, reuniu cerca de 250 participantes, incluindo especialistas, académicos, dirigentes escolares e docentes, com o objectivo de alinhar o território com as tendências tecnológicas e educativas a nível global.

O Governo tem vindo a integrar a programação e a inteligência artificial nos currículos obrigatórios do ensino primário e secundário, revendo o Quadro da Organização Curricular e as Exigências das Competências Académicas Básicas. Esta medida pretende não só modernizar o ensino, mas também preparar os alunos para um futuro cada vez mais digital e com auxílio de máquinas inteligentes. Em linha com a “Lei de Popularização da Ciência e Tecnologia da China e as Linhas Gerais do Planeamento para a Construção de uma Nação Forte na Educação (2024-2035)” do Governo Central, a DSEDJ iniciará ainda este ano uma avaliação intercalar do Planeamento a “Médio e Longo Prazo do Ensino Não Superior”, com o objectivo de fomentar uma integração mais profunda entre tecnologia e educação.

A estratégia de formação desenvolvida pela DSEDJ assenta em três eixos fundamentais. Em primeiro lugar, visa actualizar os docentes sobre os últimos avanços em inteligência artificial, permitindo-lhes acompanhar as inovações na área. Em segundo lugar, centra-se em seis cenários de aplicação prática da IA, incluindo o auxílio no ensino e avaliação, o apoio à investigação e gestão escolar, e ferramentas de aprendizagem personalizada. Por fim, a DSEDJ disponibilizará apoio financeiro às escolas para que estas possam promover formações internas, com programas adaptados a docentes de tecnologias de informação, com duração de 10 horas, e a professores de outras áreas, com 6 horas de formação.

A sessão inaugural serviu como ponto de partida para este sistema de formação, com especialistas a partilharem conhecimentos sobre políticas educativas em IA, tendências globais e casos práticos de aplicação em salas de aula. As apresentações e discussões contaram com a presença do director Fan Lianghuo, do director Ke Qingchao, do subdirector Chai Ching-sing e de Lung Hsiang.

Segundo a DSEDJ, esta iniciativa pretende não só capacitar os professores, mas também estimular o pensamento crítico e criativo dos alunos, preparando-os para os desafios de um mundo em rápida adaptação a uma tecnologia em constante evolução. Ao fomentar a literacia em IA, as escolas não só modernizam as metodologias de ensino, como também promovem competências transversais, como pensamento computacional e resolução de problemas. Esta abordagem assegura que o território mantenha competitividade educativa, em linha com as melhores práticas internacionais, segundo a DSEDJ.