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      Diálogos fotográficos sem fronteiras na nova edição da Halftone

       

      A fotografia é a arte que captura o tempo e, ao mesmo tempo, o liberta. Hoje, a Fundação Rui Cunha, abre as portas ao lançamento da revista Halftone #12, uma edição que reúne seis projectos visuais distintos, entre o preto e branco e a explosão cromática. A publicação consolida-se mais uma vez como um espaço para a fotografia contemporânea, onde se evidencia tanto a intimidade feminina como a vastidão do Alentejo, a tradição macaense e a modernidade urbana. Um final de tarde para ver o mundo através de múltiplas lentes, que dá início às 18h30. 

       

      Uma revista que retrata o mundo em seis perspectivas. Hoje, pelas 18h30, a Fundação Rui Cunha apresenta o lançamento da Halftone #12, a mais recente edição da revista quadrimestral da Halftone – Macau Photographic Association. A sessão, conduzida em inglês por Francisco Ricarte e Sara Augusto, apresentará a publicação e a diversidade da fotografia contemporânea através dos trabalhos de seis artistas.

      A publicação, que já se afirmou como uma referência na promoção da fotografia na região, mantém o seu carácter inclusivo, acolhendo tanto profissionais como entusiastas. Como em números anteriores, o Banco Nacional Ultramarino (BNU) assegura o patrocínio, reforçando o seu compromisso com a cultura e a arte sem fins lucrativos.

      A edição #12 abre e fecha com dois projectos a preto e branco, que exploram contrastes e narrativas distintas, entre a intimidade e a poesia visual. Jane Xu, com “Black Enlivened by Colors”, mergulha na intimidade feminina, continuando a sua pesquisa temática sobre identidade e representação. Já João Palla encerra a revista com a segunda parte de “Sussurros do Ouro Branco”, uma sequência poética onde o jogo de luz e sombra transcende a mera estética, convidando a uma reflexão mais profunda, por entre formas geométricas sobre a terra.

      Os quatro projectos centrais da Halftone #12 exploram a cor em toda a sua expressividade, desde a sua forma como linguagem, à memória e tradição que carrega. Jorge Veiga Alves transporta o público para “Memórias de Macau”, captando espaços tradicionais, sobretudo de cariz religioso, numa abordagem que evoca nostalgia e contemplação espiritual.

      José Luís de Sales Marques volta a destacar-se, desta vez com um ensaio dedicado à Procissão do Senhor dos Passos, um evento emblemático de Macau. As suas imagens não só documentam a tradição, mas também sublinham a integração desta manifestação cultural no tecido urbano da cidade, na mescla das heranças portuguesa e chinesa.

      Já António Duarte Mil-Homens leva-nos para o Alentejo com “Sunset, Moonrise”, uma meditação visual sobre a passagem do tempo e a imensidão da planície. A sucessão de tonalidades — do dourado do crepúsculo ao azul do luar — transforma a paisagem numa experiência sensorial.

      No penúltimo projecto, Tang Kuok Hou desafia a percepção urbana com “Fotossíntese”, um trabalho que reinterpreta Macau através de uma paleta policromática. A cidade surge como um laboratório fotográfico, onde a cor não só define espaços, mas também emoções e vivências. Uma experiência expressiva na fotografia.

      Desde a sua criação, a Halftone tem-se afirmado como um projecto editorial inovador, tornando-se numa plataforma sem fronteiras para experimentação em Macau, promovendo a fotografia como forma de arte e documento. Aberta a todos os interessados, independentemente da experiência, a associação continua a fomentar um diálogo entre diferentes olhares e técnicas.

      O lançamento da Halftone #12 será, portanto, mais um testemunho do trabalho dedicado da equipa da associação. Não se limita a mera apresentação de uma revista nova, sendo um encontro de perspectivas, uma celebração da fotografia como linguagem universal. Para os amantes da imagem, hoje será uma noite para ver, sentir e, acima de tudo, dialogar com o mundo através das lentes de seis artistas.  A entrada é livre.