A Universidade de Macau (UM) está situada no top 0,1% de instituições mais citadas no mundo nas áreas de engenharia, ciências informáticas e farmacologia e toxicologia, de acordo com um ranking da Essential Science Indicators. Outros 13 campos de investigação, como geociências e matemática, ficaram no top 1% da mesma lista.
A Universidade de Macau (UM) está posicionada entre as 0,1% melhores instituições do mundo em três campos de investigação – engenharia, ciências da computação e farmacologia e toxicologia – no mais recente ranking da Essential Science Indicators (ESI), uma compilação de dados que avalia o desempenho científico de universidades e instituições de investigação internacionais com base nos seus artigos científicos.
A base de dados da ESI segue critérios rigorosos, incluindo apenas os artigos que se situam entre os 1% mais citados da última década. Para além das três dimensões já referidas, 13 outras áreas de investigação foram incluídas no ranking geral: ciências sociais, ciência dos materiais, psiquiatria e psicologia, medicina clínica, química, ciências agrícolas, biologia e bioquímica, ambiente/ecologia, biologia molecular/genética, economia/negócios, geociências e matemática.
Num comunicado de imprensa publicado na página da UM, a instituição atribui a distinção à sua “estratégia de investigação orientada, que enfatiza áreas tecnológicas chave e tem produzido resultados notáveis na colaboração entre a indústria e o mundo académico”. No campo da engenharia, lê-se que a universidade tem vindo a estabelecer “uma posição de liderança em domínios de ponta”, como a microelectrónica, a inteligência artificial, a robótica e o desenvolvimento ecológico, “ao longo de anos de esforço” e de colaboração com o Laboratório Analógico e Misto VLSI.
No domínio das ciências de computação, refere-se que a universidade “não só tem publicado numerosos artigos em jornais e conferências internacionais de primeira linha, como também traduz com sucesso os seus resultados de investigação em soluções práticas”. O gabinete de comunicações da UM cita o Laboratório de Referência do Estado de Internet das Coisas e o Instituto de Inovação Colaborativa, ambos sob a tutela da universidade, como pilares essenciais na conquista de “avanços e inovações em áreas críticas como a inteligência artificial, megadados e sistemas de computação”.
Relativamente à farmacologia e toxicologia, a universidade dedica especial ênfase ao desenvolvimento da medicina chinesa – nomeadamente, através da integração de áreas como a imunologia, a neurociência, a biologia sintética, a ciência dos materiais e a inteligência artificial na investigação desta abordagem terapêutica milenar.
Neste contexto, a UM recorda ter estabelecido “plataformas de investigação farmacêutica proeminentes” com o Instituto de Ciências Médicas Chinesas e o Laboratório de Referência do Estado para Investigação de Qualidade em Medicina Chinesa. Destaca, ainda, o acordo de cooperação assinado com o Instituto para a Supervisão e Administração Farmacêutica (ISAF), responsável por gerir actividades farmacêuticas e medicamentos utilizados na medicina tradicional chinesa.
Recorde-se que, em Abril deste ano, a UM manteve a 180.ª posição na edição de 2025 do ranking Times Higher Education, que compara e avalia as melhores universidades do mundo. Esta foi a melhor classificação de sempre da UM na lista da revista britânica, confirmando uma tendência crescente que tem vindo a verificar-se há quase uma década.











