O mais recente número da Revista de Cultura do Instituto Cultural vai focar-se em temas de conflito marítimo, herança diaspórica e hibridismo cultural, posicionando Macau nas narrativas históricas globais, refere um comunicado do IC.
Segundo o organismo, inicia com um estudo sobre a história marítima de Cantão nos séculos XVIII e XIX, “que analisa o comportamento frequentemente desordeiro e indisciplinado dos marinheiros estrangeiros, o que gerava tensões com a população local e dificultava as relações sino-ocidentais”. Noutro tópico, um estudo destaca uma pintura de exportação, redescoberta do século XVIII, que, segundo o IC, “captura a vitalidade urbana de Macau e o comércio marítimo, revelando a sua importância socio-artística nos meados da dinastia Qing”. No âmbito da antropologia, foi investigada a migração de Macau para o arquipélago das Mascarenhas, com base em fontes arquivísticas e em estudos etnográficos, através dos quais foi analisada a herança chinesa na identidade crioula.
Relativamente à secção Estudos de Macau, “aprofunda-se o sincretismo religioso através de divindades cujo culto híbrido reflecte processos de fusão cultural”. “Os relatos sobre o quotidiano dos estrangeiros em Macau no século XIX são enriquecidos pelo diário inédito da mulher de um comerciante americano, fornecendo uma rara abordagem sobre as rotinas dos expatriados”, refere ainda o IC. Por fim, apresentam-se duas recensões, uma recaindo num romance de ficção sobre um escândalo político relacionado com Macau e a outra descrevendo as dinâmicas de classe na sociedade macaense.
O IC afirmam ainda que se mantém o convite para a apresentação de contribuições centradas na investigação histórica e cultural relacionada com o tema “Cidade de Cultura da Ásia Oriental 2025” – Macau, China”, incluindo, embora não exclusivamente, as ligações históricas e culturais entre Macau e os diversos países da Ásia Oriental, o papel e o contributo de Macau nas interacções culturais na região, bem como as características da Ásia Oriental intrinsecamente presentes no património multicultural de Macau.
A revista está à venda no Centro de Serviços da RAEM, no Arquivo de Macau, na livraria Plaza Cultural de Macau, entre outros.












