Francis Lui, presidente do Galaxy Entertainment Group, alertou que Macau tem falta de quartos de hotel, o que pode impedir o crescimento económico da região. O CEO da operadora de jogo diz que a solução para o problema terá de passar por Hengqin.
Macau tem falta de quartos de hotel e Hengqin poderá ser a solução, defendeu Francis Lui. O presidente e CEO do Galaxy Entertainment Group afirmou, numa conferência de imprensa com jornalistas de Hong Kong, que são necessárias novas medidas políticas para facilitar o desenvolvimento da Ilha da Montanha de forma a resolver o problema.
“À medida que Macau muda para um modelo mais voltado para o mercado de massas e para eventos, a questão dos quartos de hotel deve ser resolvida”, afirmou Francis Lui, citado pelo jornal South China Morning Post. Para o chefe da Galaxy, o aumento do número de visitantes e a crescente procura por estabelecimentos hoteleiros faz com que seja “urgente” resolver esta situação.
Recorde-se que, segundo dados da Direcção dos Serviços de Turismo (DST), existem actualmente cerca de 48 mil quartos de hotel em Macau. No ano passado, a região recebeu um total de quase 35 milhões de visitantes. De acordo com o responsável da Galaxy, Macau precisa de pelo menos mais 15 mil quartos de hotel, especialmente de unidades hoteleiras com preços abaixo dos 1.000 dólares de Hong Kong por noite.
Lui sugeriu que melhorar as medidas de promoção do desenvolvimento de Hengqin faria com que a capacidade hoteleira aumentasse e, consequentemente, ajudaria a alcançar o objectivo de diversificação económica da região. Hotéis de preços médio em Hengqin permitiriam que os visitantes pernoitassem lá, mas viessem a Macau para convenções, concertos e jogos, propôs.
O responsável sugeriu facilitar a passagem da fronteira várias vezes para os visitantes, bem como reduzir o tempo necessário para a passagem da fronteira usando tecnologias como o reconhecimento facial. Estas medidas também permitiriam às autoridades de Hengqin aproveitar os 35 milhões de visitantes de Macau para impulsionar a sua economia, acrescentou Francis Lui.
Lui apontou ainda para os esforços do grupo na diversificação do seu negócio e na aposta em elementos não-jogo, como entretenimento, hotelaria e convenções, dando como exemplos os concertos do cantor sul-coreano G-Dragon, que actua na Galaxy Arena nos dias 6 e 8 de Junho, bem como de Jacky Cheung, entre 20 de Junho e 5 de Julho.
Francis Lui também é presidente da promotora imobiliária K. Wah International, listada na bolsa de Hong Kong, e, na conferência de imprensa, referiu que, nesse sector, a actividade na região vizinha tem melhorado desde o ano passado, antevendo que a situação fique ainda melhor “à medida que a cidade consolida sua posição como centro comercial e financeiro internacional”.











