O número de licenças de promotores de jogo em Macau caiu quase para metade em apenas um ano, numa altura em que a atividade tem sido colocada em causa pelas autoridades, foi ontem anunciado. A lista divulgada em boletim oficial mostra que a Direcção de Inspecção e Coordenação de Jogos licenciou para o ano corrente 46 promotores de jogo (mais conhecidos como ‘junkets’). No ano passado as autoridades da capital mundial do jogo tinham aprovado 85 ‘junkets’.
A indústria do jogo levou um duro golpe em Novembro de 2021, após a queda do maior angariador de apostas VIP do mundo, a Suncity. As autoridades de Macau, decretaram a prisão preventiva ao director executivo do grupo, Alvin Chau, dias depois do empresário ter sido acusado na China de liderar uma vasta rede que captava apostadores para salas de jogo e casas de aposta ‘online’ a operar além-fronteiras. Poucos dias depois, a Suncity anunciou o fim das suas operações relacionadas com os ‘junkets’, já depois de em 30 de Novembro ter encerrado as suas salas de jogo VIP em Macau, sendo que o grupo estava presente em mais de 40% dos casinos do território. O Ministério Público de Macau verificou a existência de indícios suficientes da prática dos crimes de participação em associação criminosa, chefia de uma associação criminosa, branqueamento de capitais e de exploração ilícita do jogo.
A somar a todas dificuldades vividas pelos ‘junkets’, o Governo de Macau anunciou que para os próximos cinco anos quer aumentar a proporção do jogo de massas nos casinos do território. Por fim, na proposta de revisão da lei do jogo, aprovada já na generalidade na Assembleia Legislativa, estabelece-se ainda que “cada promotor de jogo só pode exercer a actividade de promoção de jogos em uma concessionária”.











