Moody’s mantém RAEM com notação de crédito de longo prazo “Aa3”

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FOTOGRAFIA Elói Carvalho

 

A agência de notação financeira internacional Moody’s decidiu manter a notação de crédito de longo prazo da RAEM no nível “Aa3”. Na base da decisão esteve a “situação estável das finanças públicas” da região bem como os pagamentos externos. Em comunicado, a Autoridade Monetária de Macau diz que, “apesar dos desafios complexos”, a economia da região tem demonstrado uma “tendência de recuperação sólida”.

 

 

A agência de notação financeira internacional Moody’s decidiu manter a notação de crédito de longo prazo no nível “Aa3” atribuída à RAEM. Este nível faz parte do quarto patamar mais elevado e significa que “o risco de incumprimento de crédito é extremamente baixo”.

A Moody’s justifica a manutenção do nível da notação de crédito de longo prazo da RAEM com a “situação estável das finanças públicas” e com os “pagamentos externos da RAEM”. “Além disso, a ausência de encargos com dívidas por parte do Governo da RAEM continua a conferir uma forte capacidade de resistência a potenciais choques externos”, diz a Autoridade Monetária de Macau (AMCM), citando o relatório da agência internacional.

“Apesar dos desafios complexos e das múltiplas incertezas que a economia global enfrenta actualmente, a economia da RAEM tem demonstrado uma tendência da recuperação sólida”, diz a AMCM na nota de imprensa, acrescentando que, no primeiro trimestre deste ano, a dimensão da economia local atingiu 85,2% do nível registado no mesmo período de 2019.

Além disso, dizem as autoridades locais, “com o apoio do Governo Central, o Governo da RAEM encontra-se a promover, de forma ordenada, o desenvolvimento da diversificação adequada da economia e a cooperação regional, reforçando ainda mais a sustentabilidade do crescimento económico da RAEM”.

Ainda assim, recentemente a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC) confirmou uma queda de 1,3% da economia de Macau no primeiro trimestre deste ano. O recuo, segundo as autoridades, deveu-se à “alteração do padrão de consumo dos visitantes”.

No fim de Abril, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu para metade as previsões para o crescimento de Macau para este ano, alertando para um abrandamento do crescimento económico a nível global.

Por outro lado, o Governo tem-se mostrado pouco optimista em relação às receitas públicas deste ano. O Chefe do Executivo já avisou que a RAEM vai enfrentar muitos desafios económicos este ano e o secretário para a Economia e Finanças disse que, dado que “as receitas financeiras do corrente ano poderão não ser tão optimistas como o previsto”, há a necessidade de “estudar seriamente a futura situação económica” e “persistir na gestão dos recursos financeiros com prudência” com base no princípio de manutenção das despesas dentro dos limites das receitas.