IAM abateu 101 animais no primeiro trimestre, menos 42% do que em 2024

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

O número de animais abatidos pelo Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) no primeiro trimestre desceu de 175, em 2024, para 101. Apesar de a tendência de adopção de gatos ter vindo a crescer nos últimos anos, o mesmo não acontece com os cães: registaram-se apenas 29 adopções de Janeiro a Março de 2025, o número trimestral mais baixo dos últimos dois anos, pelo menos.

 

O Instituto para os Assuntos Municipais (IAM) abateu um total de 101 animais – 32 gatos e 69 cães – no primeiro trimestre de 2025. Estes números representam um decréscimo de cerca de 42% face ao mesmo período do ano passado, em que se registaram 175 occisões. Os dados foram divulgados pelo IAM na sua página electrónica, onde constam vários dados estatísticos da DICV (Divisão de Inspecção e Controlo Veterinário) divididos trimestralmente até ao ano de 2023. Anteriormente, os dados recuavam até 2015.

Ao mesmo tempo que as occisões diminuíram, subiram os casos de adopção e de reclamação de animais no Canil Municipal de Coloane. Entre os 131 animais adoptados, destaca-se a tendência crescente de adopção de felídeos, com 102 gatos adoptados ou reclamados só nos primeiros três meses deste ano. No período homólogo de 2023, o número de gatos adoptados não ultrapassou os 70, subindo para 97 em 2024. Em sentido contrário, o número de cães adoptados mantém-se constantemente inferior ao dos gatos e tem, inclusive, vindo a registar um decréscimo nos últimos dois anos. Entre Janeiro e Março de 2025, foram adoptados ou reclamados apenas 29 cães – número que nunca tinha sido tão baixo em qualquer trimestre de 2024 e 2023, segundo os dados disponibilizados pelo IAM.

Os números mais optimistas da tabela referem-se aos casos de devoluções de animais, em que os donos devolvem os gatos ou cães ao cuidado do IAM por impossibilidade de criação. No primeiro trimestre deste ano, o organismo assinalou apenas a devolução de um gato e um cão – números que contrastam significativamente com os 40 animais entregues no mesmo período de 2024 e os 26 de 2023. Em relação aos animais capturados, verificou-se um novo decréscimo em relação ao ano passado com um total de 268 animais recolhidos das ruas, sendo que quatro destes possuíam microchip. Nos meses homólogos de 2024 e 2023, o IAM capturou 632 e 197 animais, respectivamente.

Quanto às acusações por infracções à Lei de Protecção dos Animais, todas as três vertentes consideradas diminuíram em relação ao mesmo trimestre do ano passado. O primeiro parâmetro refere-se ao abandono do animal (artigo 5º da lei), tendo-se registado uma única infracção. No que respeita ao passeio de animais em espaços públicos sem a documentação ou o meio de transporte necessários, verificaram-se apenas dois casos – metade daqueles registados no primeiro trimestre de 2024 e menos 28 do que em 2023. A lei exige ainda a aquisição de uma licença para os cães com mais de três meses, obrigatoriedade que foi transgredida 14 vezes no trimestre mais recente. No total, registaram-se 13.106 licenças de cão válidas até Março.

De acordo com os dados divulgados pelo organismo, também é possível verificar que houve uma ligeira redução homóloga dos casos de animais envolvidos em agressões, de 34 para 31. Em 2023, porém, o número tinha sido de apenas 26. O decréscimo mais acentuado diz respeito à introdução de microchips, com apenas 388 casos registados em 2025. Para além de representar uma diminuição vertiginosa em relação aos períodos homólogos de 2024 e 2023 (667 e 554 casos, respectivamente), o número de microchips colocados nunca tinha sido tão baixo em qualquer dos trimestres apresentados nos dados do IAM.

As cirurgias de esterilização fixaram-se em 289 – número superior às 226 cirurgias do primeiro trimestre de 2024, ainda que ligeiramente inferior às 294 de 2023. Contabilizaram-se também 1.704 vacinações contra a raiva nos primeiros três meses deste ano, uma descida face às 1.811 vacinas administradas no mesmo período de 2024 e às 2.934 em 2023.

 

C.B.