Por ocasião das comemorações do 1.º de Maio e Dia do Trabalhador, o Governo reiterou a prioridade ao acesso de trabalho dos residentes, afirmando que vai “ajustar, de forma dinâmica”, o número de trabalhadores não-residentes. O Lam, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, dirigiu ainda agradecimentos à contribuição de mais de 480 mil trabalhadores em Macau, enquanto as associações locais defendem a revisão da lei com maior garantia laboral.
O Governo assumiu um “controlo dinâmico” do número de trabalhadores não-residentes “de acordo com circunstâncias sociais”, garantiu O Lam, secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, na recepção da Federação das Associações dos Operários de Macau (FAOM), por ocasião da celebração do Dia Internacional do Trabalhador.
A secretária voltou ainda a realçar a prioridade à protecção do emprego dos residentes locais, assegurando que combaterá “rigorosamente” vários actos e práticas ilegais no mercado de trabalho, além de melhorar o mecanismo de promoção dos trabalhadores locais e de aumentar a percentagem dos quadros médios e superiores locais nas empresas integradas de turismo e lazer.
Destacando que o emprego é a maior questão do bem-estar da população, que afecta os interesses das pessoas e o desenvolvimento saudável da economia e da sociedade, a governante disse também que o Governo lançou diversas políticas em prol dos trabalhadores. Quanto ao futuro, segundo a secretária, as autoridades dedicar-se-ão ao estudo sobre o aumento do número de dias de licença de maternidade e de férias anuais, à criação de condições para promover o emprego e o empreendedorismo dos jovens, bem como ao estabelecimento de um sistema de protecção dos reformados.
“O Governo colaborará com vários sectores da sociedade para criar um ambiente de emprego justo e proteger os direitos e interesses legítimos dos trabalhadores”, prometeu.
No seu discurso, O Lam, em nome do Governo, dirigiu “o mais profundo respeito e as sinceras saudações” aos trabalhadores de todos os sectores em Macau, indicando que Macau tem uma força de trabalho de mais de 480.000 pessoas. A secretária alertou também para a situação “confusa e caótica” do mundo, contudo, disse que o Governo tem a confiança e capacidade para enfrentar os desafios.
Por sua vez, os deputados ligados a esta associação, Ella Lei, Leong Sun Iok, Lei Chan U e Lam Lon Wai, renovaram o pedido de revisão da legislação e dos regulamentos laborais em resposta às solicitações do sector laboral ao longo dos anos, incluindo as alterações do horário de trabalho, férias obrigatórias, trabalho por turnos, trabalho nocturno e o mecanismo de recuperação de salários em atraso. Já os deputados ligados à comunidade de Fujian, Si Ka Lon, Song Pek Kei e Nick Lei, pediram uma resolução para os problemas de desemprego estrutural, bem como o aumento do montante do subsídio de desemprego.
A associação People Power Macau entregou ontem uma petição ao Governo sobre as dificuldades de emprego e os baixos salários dos residentes, criticando a falta de medidas práticas por parte do Governo sobre a matéria.
Por outro lado, apesar de não se verificar nenhum aviso prévio de manifestação, segundo mostram vários vídeos que circulam nas redes sociais, alguns residentes juntaram-se ontem de manhã junto à porta da Direcção dos Serviços para os Assuntos Laborais, revelando um slogan em papéis que alertava para a falta de emprego para locais. Vários agentes policiais estavam nas imediações e falaram com os residentes em causa. Segundo o Corpo de Polícia de Segurança Pública, foi detido um homem por suspeita dos crimes de contra-ordenação e violação do direito de reunião e de manifestação.











