Macau é “o rei”, mas por quanto tempo? Fundação Rui Cunha discute ameaças ao sector do jogo

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A Fundação Rui Cunha apresentou ontem, pelas 18:00, uma conferência intitulada “Higher Stakes: Macau’s Gaming Industry amid Rising Regional Competition” (traduzível como “Apostas Altas: A Indústria do Jogo de Macau no Seio da Crescente Competição Regional”), a propósito dos desafios e das mudanças no sector do jogo em Macau.

O painel foi composto pelos especialistas Ben Lee, sócio accionista da consultora IGamix; Niall Murray, presidente da sociedade de investimento Murray Internacional; Rosalind Wade, a directora-executiva da empresa especialista em eventos no sector do jogo Winna Media; e José I. Duarte, economista e analista sénior da revista Macau Business. A moderação da sessão ficou a cargo de José Carlos Matias, director da Macau Business e da Macau News Agency.

“Macau continua a ser o rei do jogo, mas o panorama regional está a mudar”, escreveram os organizadores numa nota publicada antes do evento. “Após uma recuperação de dois anos pós-pandemia, o crescimento da receita bruta do jogo estacionou em 2025”. Esta estagnação, lê-se, pode ser atribuída a múltiplos factores, desde as tensões geopolíticas que a China enfrenta actualmente à intensificação da concorrência regional, com o Japão e a Tailândia a juntarem-se à Singapura e às Filipinas – duas potências já estabelecidas no sector – como potenciais rivais.

Na mesa-redonda de ontem, que foi transmitida em directo nas páginas do Facebook da Fundação Rui Cunha e da Macau Business TV (MBtv), os oradores convidados analisaram “como Macau pode manter-se competitivo, adaptar a inovação e garantir o seu lugar no futuro em evolução do jogo na Ásia”, cada vez mais sobrecarregado por novos elementos.

A conferência inseriu-se no ciclo Gaming Series da Macau Business, onde são dinamizados debates e reflexões sobre o sector do jogo na região.