Já cerca de 300 mil residentes fizeram o registo da íris na passagem fronteiriça, informou ontem o Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP), acrescentando que, desde Junho de 2023 até agora, o serviço de passagem automática nas fronteiras com recurso à íris foi utilizado 7,8 milhões de vezes no ano passado.
O serviço de passagem automática nas fronteiras através do reconhecimento da íris começou a ser implementado em Junho de 2023 e, desde então, cerca de 300 mil residentes já fizeram o registo no sistema. No total, o reconhecimento da íris para a passagem fronteiriça foi usado 7,8 milhões de vezes ao longo do ano passado. As informações foram dadas pelo Corpo de Polícia de Segurança Pública (CPSP) num comunicado publicado na conta da corporação no WeChat.
No posto fronteiriço das Portas do Cerco, o primeiro a adoptar o sistema de reconhecimento da íris, a percentagem de residentes que escolhem este sistema já ultrapassou os 40%, indicou o CPSP, lembrando que, tanto nas Portas do Cerco, como no posto de Qingmao ou em Hengqin foram criados corredores reservados aos estudantes para facilitar a travessia pelos estudantes transfronteiriços e pelos pais que os acompanham, com uma média diária de 3.500 estudantes que utilizam estes corredores.
Já o número médio diário de utilizadores de códigos QR para circular entre Hong Kong e Macau é de cerca de 3.600. Desde a entrada em vigor deste sistema até agora, o código QR para circular entre as duas regiões foi usado no total por 210 mil residentes de Macau e 43 mil de Hong Kong.
Segundo o CPSP, os canais automáticos para passagem fronteiriça de veículos foi utilizado por 77,7% do total de automóveis, sendo que, no posto fronteiriço de Hengqin, 88,7% do tráfego passou pelas vias rápidas para fazer o desalfandegamento.
No âmbito do combate à imigração ilegal, o CPSP aplicou sanções a 14.554 pessoas que ultrapassaram o período de permanência em Macau, o que representa uma diminuição de 1,5% em relação ao ano anterior; expulsando 249 imigrantes ilegais, o que representa uma diminuição de 31% em relação ao ano anterior; e instaurando processos judiciais relativos a 36 casos de casamento falso, tendo sido detectadas 78 pessoas; e 51 casos de emprego falso, tendo sido detectadas 156 pessoas.
No que diz respeito aos serviços de autorização de imigração, o número de pedidos novos e de renovação efectuados na plataforma “Autorização de Entrada Única” para trabalhadores domésticos estrangeiros ascendeu a cerca de 17.000, representando mais de metade do número total de pedidos e um aumento anual de cerca de 34%.
Fazendo o balanço dos trabalhos de trânsito do ano passado, o CPSP referiu que as três principais causas dos 15.510 acidentes de trânsito ocorridos no ano passado foram a falta de distância de segurança (3.169 casos), o excesso de velocidade (2.050 casos) e a condução descuidada (1.829 casos).
No total, foram investigados 1.648 casos de trânsito durante o ano, dos quais 849 casos de fuga à responsabilidade, 720 casos de ferimentos por negligência e 79 casos de outras infracções.











