Entraram 3,65 milhões de visitantes em Janeiro, o segundo maior número da história

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

 

O número de visitantes registou uma subida anual de 27,4% no mês passado e ultrapassou 3,64 milhões de entradas, volume que foi o segundo maior da história depois de Agosto do ano passado, altura em que houve mais de 3,65 milhões de visitantes. A maioria dos visitantes continuou a ser excursionistas, que não pernoitam em Macau. Do total, apenas 6,6% foram turistas internacionais. Já os visitantes da Coreia do Sul, das Filipinas e da Indonésia dominaram o mercado turístico estrangeiro, revelou ontem a Direcção dos Serviços de Estatística e Censos.

 

Macau recebeu 3.646.561 visitantes em Janeiro, o que revela um crescimento de 27,4% em comparação com o mesmo período do ano passado. Os dados foram avançados ontem pela Direcção dos Serviços de Estatística e Censos (DSEC), mostrando que o mês passado marcou o segundo maior número de entrada de visitantes da história, tendo sido só ultrapassado pelo mês de Agosto do ano passado, quando foram acolhidos 3,65 milhões de visitantes. Já o terceiro mês com mais turistas é agora Agosto de 2019, com 3,62 milhões de visitantes.

O movimento de visitantes referente ao mês passado indicou também que maioria dos visitantes continua a ser do interior da China e excursionistas, que não pernoitam em Macau.

Entre as chegadas de visitantes apenas 6,6% foram oriundos do exterior. O número de entradas de visitantes internacionais totalizou 241.131, mais 21% em termos anuais. A Coreia do Sul, as Filipinas e a Indonésia foram os principais locais de origem de entradas.

A análise da DSEC mostra que o número de entradas de visitantes das Filipinas (48.499), da Indonésia (21.579) e da Malásia (11.982) ascenderam 42,2%, 54,6% e 9%, respectivamente, em termos anuais. No entanto, o da Tailândia (9.992) e o de Singapura (7.874) diminuíram 26,6% e 11,3%, respectivamente. Houve também menos 2,2% no número de entradas de visitantes da Índia em relação à mesma época do ano passado, que se cifrou em 6.648 pessoas.

Quanto ao Nordeste Asiático, o número de entradas de visitantes da Coreia do Sul foi de 65.659 e o do Japão foi de 12.029, que aumentaram 29,9% e 13%, respectivamente, face ao mês de Janeiro de 2024. Em termos de visitantes de longa distância, o número de entradas de visitantes dos Estados Unidos da América (12.367) teve um acréscimo homólogo de 13,2%.

Entraram em Janeiro 2,75 milhões de visitantes do interior da China, volume que cresceu 33,8% em termos anuais. De frisar que o número de entradas de visitantes com visto individual se situou em 1,6 milhões (+44%), das quais 111 mil eram de visitantes com visto de “uma entrada por semana” e 25 mil eram de visitantes com “um visto de múltiplas entradas”. O número de entradas de visitantes com “entradas e saídas em grupo” foi superior a 13 mil.

O número de entradas de visitantes oriundos das nove cidades do Delta do Rio das Pérolas da Grande Baía foi de mais de 1,4 milhões, mais 37,9% do que há um ano. O número de entradas de visitantes de Hong Kong (577.983) e de Taiwan (77.163) cresceu, em termos anuais, 5,8% e 28,8%, respectivamente.

As estatísticas da DSEC indicam ainda que a maioria de entrada de visitantes continua a ser excursionistas, que não pernoitam em Macau. O número de entradas de excursionistas foi de 2.155.279 e o de turistas foi de 1.491.282, tendo registado um aumento anual de 45,6% e 7,9%, respectivamente.

O período médio de permanência dos visitantes situou-se em um dia, menos 0,2 dias comparando com Janeiro de 2024, “devido principalmente ao aumento homólogo da proporção de excursionistas em relação ao total de visitantes”, explicaram as autoridades. Em concreto, o período médio de permanência dos excursionistas aumentou 0,1 dias para 0,3 dias, e que o dos turistas se manteve em 2,2 dias.

A DSEC acrescentou que o número de entradas de visitantes por via terrestre fixou-se em 2,98 milhões (81,9% do total), por via marítima em 385 mil (10,6%) e por via aérea em 273 milhões (7,5%), que traduziram a uma subida anual de 31,9%, 9,2% e 12,3%, respectivamente.