Uma redução de rendimentos dos moradores que residem no Centro e no Sul do território foi observada no decurso da crise de saúde pública. Os resultados foram revelados num inquérito conduzido pela União Geral das Associações dos Moradores de Macau e divulgados na segunda-feira.
Mais de metade dos moradores que residem nas zonas Centro e Sul sofreram uma quebra de rendimentos durante a pandemia da Covid-19, indica o relatório dos resultados de um inquérito realizado pela União Geral das Associações dos Moradores de Macau (UGAMM).
Segundo a associação, o inquérito teve o intuito de investigar as condições de vida dos residentes que habitam nos bairros situados nas zonas Centro e Sul de Macau ao abrigo da crise de saúde pública. Os resultados da pesquisa foram divulgados na segunda-feira e indicam que quase 90% dos moradores inquiridos consideram que os custos de vida do território ficaram mais elevados em comparação com os níveis pré-epidemia, mas mais do que 50% deles ganharam menos neste período devido ao impacto da epidemia.
O inquérito foi realizado entre 1 e 13 de Agosto, contando com uma amostra de 1.028 inquiridos que residem nos bairros das zonas Centro e Sul de Macau, com idade a partir dos 18 anos, incluindo trabalhadores e aposentados, dos quais 10% estavam desempregados ou em regime de licença sem vencimento.
A maioria dos inquiridos admitiu que, apesar de ainda ser capaz de sustentar financeiramente a vida quotidiana nos próximos três meses com as suas poupanças, havia alguma preocupação caso a situação se venha a prolongar por mais de um ano sem meios de subsistência suficientes.
Os inquiridos relataram que gastaram uma grande parte do dinheiro nas necessidades mais básicas, tais como habitação, alimentação, água, gás, electricidade, combustíveis e transportes, e que apenas uma pequena quantia foi alocada para despesas não-essenciais, como entretenimento e recreação. Os autores do inquérito acreditam que a descoberta está intimamente relacionada com a diminuição dos rendimentos ou rendimentos baixos dos inquiridos.
A partir de uma análise de abordagens interseccionais nas despesas de consumo mensal, independentemente do montante da despesa, os supermercados são o principal destino dos gastos mensais, seguindo-se os mercados. Os resultados indicam que, devido ao impacto da epidemia, o dinheiro gasto pelos residentes das zonas Centro e Sul tende a fluir para os supermercados e mercados.
Ao mesmo tempo foi também observado que as despesas dos moradores que se associam às compras em plataformas de comércio electrónico apresentam uma tendência crescente, reflectindo uma mudança dos hábitos de alguns consumidores para o mercado digital.
A equipa de investigação recomenda que as autoridades devem, por um lado, continuar a implementar medidas de apoio financeiro, como o “plano de comparticipação pecuniária” e “benefícios de consumo por meio electrónico”, e, por outro lado, intensificar os esforços para promover o desenvolvimento das quatro “novas indústrias” propostas no projecto geral de construção da zona de cooperação aprofundada entre Guangdong e Macau em Hengqin, no sentido de criar e oferecer mais oportunidades de emprego aos jovens locais.
PONTO FINAL











