Até Outubro deste ano, mais de oito mil casos criminais foram investigados e resolvidos com auxílio de “Olhos no Céu”. O sistema de videovigilância com cobertura em toda a cidade disponibiliza neste momento 1.701 câmaras e as autoridades estão a planear adicionar mais 680 no futuro. Por outro lado, as autoridades detectaram mais de 12 mil casos de contrabando nos últimos quatro anos.
O “Sistema de Videovigilância da Cidade de Macau”, também conhecido por “Olhos no Céu”, ajudou na averiguação e resolução de mais de 28.000 casos nos últimos oito anos desde o seu funcionamento, dos quais 8.180 casos foram investigados entre Janeiro e Outubro deste ano.
Luís Leong, adjunto do Comandante-geral dos Serviços de Polícia Unitários, indicou que, neste momento, foram instaladas 1.701 câmaras de vigilância em diversos locais do território, em cinco fases de construção do sistema. “A melhoria da distribuição e do número das câmaras desempenhou um papel significativo na investigação dos casos, e a sexta fase do sistema terá início no futuro”, acrescentou ontem o responsável no programa matutino do canal chinês da Rádio Macau.
As autoridades da área da segurança tinham afirmado que as câmaras colocadas nas cinco fases “encontram-se a funcionar a bom ritmo” e “conseguem atingir os resultados previstos”. Mesmo assim, estão a estudar a introdução da 6ª fase do Sistema “Olhos no Céu” desde o ano passado, com vista a “estender e aprofundar a cobertura do sistema em geral”.
Neste caso, pretendem acrescentar a instalação de 680 câmaras em diversas zonas de Macau. Segundo adiantou o secretário para a Segurança, Wong Sio Chak, no início deste ano, as novas câmaras serão principalmente colocadas no Lote P junto à Avenida do Nordeste na Areia Preta, no bairro da Venceslau de Morais, na Estação do Metro Ligeiro da Barra e as novas zonas próximas ao Hospital das Ilhas.
Recorde-se que o sistema “Olhos no Céu” entrou em funcionamento em Setembro de 2016 com as 219 câmaras da primeira fase instaladas nos arredores dos postos fronteiriços. O número de câmaras tem aumentado gradualmente desde então nas principais vias rodoviárias, pontos negros de segurança, locais turísticos, instalações críticas, lugares isolados e com risco de segurança.
Luís Leong, no programa de rádio, disse ainda que, por ocasião do 25.º aniversário da RAEM, os Serviços de Polícia Unitários vão reforçar a troca de informações com o interior da China para garantir que todas as actividades comemorativas decorram sem problemas.
CONTRABANDO EM ALTA
Os Serviços de Alfândega estiveram também no programa para abordar os trabalhos de execução de lei e revelaram que, desde 2020 até ao mês passado, foram detectados 12.083 casos de contrabando por passageiros nos postos fronteiriços como as fronteiras das Portas do Cerco, de Qingmao, da Ponte do Delta e de Hengqin. Houve ainda 714 casos de transporte transfronteiriço ilegal de mercadorias por veículos.
De acordo com Ip Wa Chio, adjunto do director-geral dos Serviços de Alfândega, realizaram-se até Outubro 313 operações contra contrabando na cidade e foram apreendidas mercadorias avaliadas no valor de 237 milhões de patacas em 1.085 casos de infracção.
Um total de 789 imigrantes ilegais foram interceptados. Em relação ao combate à violação dos direitos de propriedade intelectual, a Alfândega detectou 134 casos, dos quais 51 foram descobertos com a ajuda de um sistema online de combate à contrafação com recursos ao ‘Big Data’, e o valor das mercadorias apreendidas foi de cerca de 33,18 milhões de patacas.
GRUPOS DE JOGO ILEGAL “BASICAMENTE EXTINTOS”
Sou Sio Keong, subdirector da Polícia Judiciária, por sua vez, destacou que os crimes relacionados com o jogo em Macau foram reduzidos em relação a 2019 e “os grupos de jogo ilegal estão basicamente extintos”. O responsável avançou que, após a criminalização do câmbio ilegal para jogo, até à passada sexta-feira, a polícia detectou 25 casos e deteve 38 pessoas, tendo apreendido mais de 3,1 milhões de dólares de Hong Kong em dinheiro e 1,1 milhões em fichas.
Além disso, assinalou a diminuição da incidência de crimes graves em Macau, sublinhando que a ordem de segurança na sociedade se mantém estável. Sou Sio Keong disse que, nos últimos anos, os casos de homicídio e roubo foram resolvidos em algumas horas, enquanto os casos de tráfico de droga transfronteiriço “mantiveram-se baixos”.











