Após a saída de Simon Chan, a Autoridade da Aviação Civil apresentou ontem o novo presidente, Pun Wa Kin. O responsável assinalou que os primeiros trabalhos após assumir o cargo serão a recuperação das ligações aéreas e do número de passageiros, pelo menos até ao nível de 2019. O engenheiro disse estar optimista com o desenvolvimento aéreo em Macau, dado que o Governo e todos os sectores estão a tentar atrair turistas estrangeiros.
O novo presidente da Autoridade da Aviação Civil de Macau (AACM) considera que a indústria da aviação sofreu um grande impacto durante três anos devido à pandemia e a operação de várias rotas foi suspensa, pelo que a prioridade do organismo neste momento é a retoma das rotas o mais rápido possível, para atingir o nível antes da pandemia.
Pun Wa Kin sublinhou que o funcionamento do sector da aviação de Macau está a reestabelecer-se gradualmente, comparando com a situação durante a pandemia com apenas a rota internacional a Singapura, e o número de ligações internacionais actuais aumentou significativamente. Espera-se ainda que o Aeroporto Internacional de Macau continue a receber mais passageiros nas próximas férias da Páscoa, do Verão e do Natal.
“A operação de voos a 16 destinos foi recuperada até ao momento, 11 dos quais com voos diários. O volume de voos voltou a cerca de 50% antes da pandemia”, revelou Pun Wa Kin, à margem da cerimónia de tomada de posse realizada ontem.
O responsável apontou que, ao iniciar o horário de voos de Verão, há cada vez mais companhias aéreas a apresentar pedidos para operação de rotas em Macau, por empresas das Filipinas, Camboja e Coreia do Sul, enquanto a operadora de transporte aéreo local também começou a prestar serviços com ligações ao Japão, à Coreia do Sul, a Singapura, entre outros.
No entanto, todos os pedidos de operação de voos são de voos anteriormente existentes, antes da pandemia, e a AACM não recebeu propostas para abrir novos destinos de viagem. “Todo o mundo demora algum tempo para atingir a recuperação de serviço aéreo. Antes de abrir novas rotas, temos de consolidar os trabalhos anteriores, é normal para todos os países e aeroportos”, frisou.
Pun Wa Kin destacou, entretanto, que o Governo tem actualmente políticas para atrair mais visitantes do estrangeiro, o que vai beneficiar também o desenvolvimento da indústria da aviação, referindo que as concessionárias de jogo estão a esforçar-se para incentivar as fontes de turistas do exterior.
Notando que Macau tem um recurso aéreo muito rico, por ter celebrado acordos de serviços aéreos com 50 países, o engenheiro ressalvou que são bem-vindas as propostas para lançar novas rotas pelas companhias aéreas. “Muitas pessoas estão atentas ao lançamento de voos internacionais de longa duração. Acho que o primeiro passo é ter fontes de passageiros, assim, muitas empresas teriam vontade de ter voos directos a Macau. Isso também depende da estratégia das operadoras”, indicou.
Pun Wa Kin espera ainda que o Aeroporto Internacional de Macau possa melhorar continuamente a expansão das infra-estruturas aeroportuárias, optimizar o ambiente de viagem e expandir a sua rede, prometendo que vai explorar mais oportunidades de cooperação com outras regiões e as cidades da Grande Baía no âmbito de desenvolvimento da aviação civil de Macau.
Pun Wa Kin formou-se na Universidade do Kansas nos Estados Unidos com um bacharelato em Engenharia Electrotécnica e começou a trabalhar na AACM em 1998, tendo sido o vice-presidente do organismo desde 2019.
Já Simon Chan foi nomeado na quarta-feira como Presidente da Comissão Executiva da CAM – Sociedade do Aeroporto Internacional de Macau, substituindo Deng Jun, após 18 anos de serviços na AACM.
Raimundo do Rosário, secretário para os Transportes e Obras Públicas, enfatizou que não há razões especiais para a saída de Simon Chan. Aos jornalistas, o governante explicou que houve uma vaga na CAM e considera que Simon Chan é a pessoa mais adequada para assumir esse cargo.
RAIMUNDO ESPERA ALÍVIO DE PREJUÍZO DO METRO LIGEIRO COM INAUGURAÇÃO DA LINHA DA BARRA
Raimundo do Rosário assegura que a operação do Metro Ligeiro está “muito estável”, com uma média diária de cerca de 4.000 passageiros nos dias uteis, e com 6.000 a 7.000 passageiros nos fins-de-semana. No entanto, sobre o prejuízo registado do Metro Ligeiro, que tem sido constante desde a sua entrada em funcionamento, Raimundo do Rosário admitiu que “não existe transporte público no mundo que ganhe dinheiro só com o próprio transporte”.
“É óbvio ter prejuízo porque a operação do Metro Ligeiro não é barata, até os bilhetes custam pouco dinheiro, é apenas como um pingo da água”, frisou o governante para explicar as dificuldades de cobrir as despesas. Com a extensão da linha do Metro Ligeiro até à Barra no final deste ano, Raimundo do Rosário está confiante de que o prejuízo seja aliviado e haja mais passageiros, não sendo, entretanto, possível que o Metro Ligeiro volte a receber 30 mil passageiros como no início do funcionamento onde havia bilhetes grátis.











