A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou recentemente que Rui Marques vai ocupar o posto de director de provas da Fórmula 1 (F1), cargo que assumirá já a partir do Grande Prémio de Las Vegas, que começa daqui a uma semana. Em Macau, onde foi o director de corrida da Taça do Mundo de Fórmula Regional (FR), o português indicou que o Grande Prémio contribuiu para a promoção.
Em Macau, onde desempenhou as funções de director de corrida da Taça do Mundo de Fórmula Regional (FR) e de director-adjunto da Corrida da Guia Macau – Kumho FIA TCR World Tour Event of Macau, Rui Marques falou à imprensa local de língua portuguesa numa conferência de imprensa que se realizou na tarde de sábado, tendo destacado a contribuição do Grande Prémio de Macau para a sua passagem para o cargo de director de provas da Fórmula 1 (F1).
O português, recorde-se, vai substituir Niels Wittich do cargo de director de provas da F1 já a partir do próximo fim-de-semana, no Grande Prémio de Las Vegas, segundo anunciou a Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Questionado sobre a importância do Grande Prémio de Macau na promoção à F1, Rui Marques respondeu: “Todos evoluímos nas categorias pela história toda que vamos tendo e pela experiência. Macau é mais uma dessas experiências. Levamos experiência daqui para outro tipo de Grandes Prémios e de provas de circuitos citadinos, Macau faz parte desse bolo”. “As coisas têm a sua evolução e a experiência que vamos tendo vão-nos trazendo essas possibilidades”, afirmou.
O director de corrida da edição deste ano da FR não pôs de parte a possibilidade de voltar a Macau no próximo ano, dependendo do calendário. “Eu gosto sempre de voltar a Macau”, assumiu.
A primeira vez que Rui Marques participou no Grande Prémio de Macau foi em 1999, como comissário de pista. Com a FIA tem vindo desde 2014, tendo já feito todas as categorias. “Esta é uma das pistas mais difíceis em termos de circuito citadino e é uma pista muito específica”, descreveu, acrescentando: “Há uma série de procedimentos que nós fazemos em Macau que não fazemos em mais lado nenhum. Isto traz-nos uma experiência que dificilmente outro circuito nos dará”.
“Uma das coisas que apreciamos em Macau é que todos os anos vemos melhoramentos; alguns não são visíveis para o exterior”, comentou, dando o exemplo da implementação, este ano, de um novo sistema de câmaras de CCTV no ‘race control’. Marques disse que 90% das sugestões apresentadas à comissão de organização do Grande Prémio de Macau acabam por ser implementadas, indicando também que já foram apresentadas algumas sugestões para a próxima edição.
Sobre a quantidade de vezes que é mostrada a bandeira vermelha no Circuito da Guia, o director de corrida da FR sublinhou que “a segurança estará sempre em primeiro lugar; a segurança será sempre mais importante do que o espectáculo”. Marques assinalou que o Circuito da Guia “já está num nível muito alto” e que “não há grandes melhorias a fazer” ao nível da segurança.
O anúncio da chegada de Rui Marques à F1 surge numa altura em que faltam apenas três corridas para o fim da temporada de 2024. Na conferência de imprensa de sábado, o português não adiantou se irá continuar depois, indicando apenas que ficará até ao fim do ano “e depois logo se vê”.











