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      Número de casos sobe para 36 e autoridades ainda não descobriram origem do surto

      O número de casos de Covid-19 detectados no seio da comunidade subiu para 36 e há agora oito zonas seladas. Na conferência de imprensa de ontem, as autoridades de saúde admitiram que ainda não resolveram o “quebra-cabeças” da origem do surto. Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, avisou que os testes em massa comportam riscos, mas não excluiu a hipótese de vir a ser realizada nova ronda.

      Como as autoridades de saúde anteviram, o número de casos de Covid-19 detectados na comunidade tem vindo a aumentar. São agora 36. Até à tarde de ontem, mais de dois terços da população já tinha realizado o teste em massa, sendo que dois dos infectados foram detectados através do teste. Na conferência de imprensa de ontem, que durou uma hora e meia, os responsáveis admitiram que ainda não detectaram a origem do surto.

      Dos 36 casos, 25 são mulheres e 11 homens. As idades são compreendidas entre os 8 meses e os 89 anos. Há 26 infectados assintomáticos e uma dezena tem sintomas. As autoridades estão a dividir os infectados em dois grupos. O primeiro está ligado ao Edifício Yim Lai, na Rua de Afonso de Albuquerque, e tem 23 pessoas, incluindo 13 trabalhadores não residentes. O outro grupo está ligado ao Edifício Tat Cheong, também na Rua de Afonso de Albuquerque, e inclui um funcionário do Estabelecimento Prisional de Coloane e a sua família.

      A mulher do trabalhador do estabelecimento prisional é professora e, por isso, todos os seus alunos, que são pelo menos 300, serão sujeitos a quarentena. Entre os infectados há ainda uma criança do Colégio do Sagrado Coração de Jesus e, por isso, todos os seus colegas – mais de 60 – também serão encaminhados para isolamento. Há ainda 90 participantes numa festa de casamento que estão a ser acompanhados. Ao todo, as autoridades sanitárias estão a acompanhar 946 casos próximos dos infectados.

      Na conferência de ontem, as autoridades salientaram que terá sido encontrado o elo de ligação entre os dois grupos: um trabalhador não residente de Zhuhai que tem uma loja de carne assada na Rua da Emenda, e que terá tido contacto com elementos dos dois grupos. “Já conseguimos ter algumas peças neste quebra-cabeças, o cenário está mais clarificado. Conseguimos encontrar o elo de ligação, mas não afastamos a hipótese de haver mais elos de ligação”, afirmou Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde.

      Totalmente por resolver há um outro quebra-cabeças. “Até agora ainda não conseguimos saber quem é o paciente zero. Não conseguimos confirmar com 100% de certeza a origem desta infecção e surto”, afirmou o director dos Serviços de Saúde.

      Até à tarde de ontem, os Serviços de Saúde apenas disponibilizaram o itinerário de uma dezena de infectados e apenas em língua chinesa. Questionados sobre a demora da publicação dos percursos dos infectados, Leong Iek Hou, chefe da Divisão de Prevenção e Controlo de Doenças Transmissíveis dos Serviços de Saúde, justificou que a demora se deve ao facto de os trabalhadores não residentes em causa não saberem o nome das ruas e dos estabelecimentos de Macau, apesar de falarem mandarim e cantonense. A responsável aproveitou para criticar os não residentes por não preencherem o código de local.

      TESTE EM MASSA IMPLICA RISCO, NOTA ALVIS LO

      Alvis Lo indicou que, até às 16h de ontem, tinham realizado o teste em massa cerca de 459 mil pessoas, o que representa 67% da população de Macau. Destes, 269 mil já sabiam que o resultado era negativo.

      O método de análise das amostras junta dez testes de cada vez. Quando um conjunto de dez amostras dá positivo, essas dez pessoas têm de realizar um teste individual para apurar quem é o infectado. Os responsáveis informaram que oito conjuntos de amostras recolhidas no teste em massa deram positivo e, dessas amostras, foi possível detectar, até agora, dois casos positivos. As autoridades estão ainda a analisar os restantes conjuntos. “Os casos 35 e 36 são dois casos que encontrámos nos conjuntos de 10 amostras”, explicou Alvis Lo. O caso 36 é um homem que frequentou o restaurante Padre, na Avenida da Praia Grande, onde trabalha um dos infectados, e o caso 35 é a sua filha.

      Alvis Lo concordou que quem participa nos testes em massa corre risco de ser infectado, uma vez que está em contacto com uma grande quantidade de pessoas. Assim, o médico apelou a que, para evitar aglomerações, as pessoas mantenham o distanciamento quando estão na fila e mantenham sempre a máscara bem colocada. Apesar do risco, o director dos Serviços de Saúde não colocou de lado a hipótese da realização de uma nova ronda de testes em massa e afirmou que tudo depende dos resultados desta ronda.

      Com o aumento do número de casos, as autoridades de saúde aumentaram também as zonas seladas. São agora oito. Como locais de código vermelho estão, para já, os seguintes locais: Edifício YIM LAI (Rua de Manuel de Arriaga n.º 60-66C); PADRE Modern Cuisine (Avenida da Praia Grande, n.º 251, Edifício. TAK FUNG, R/C B e C); Edifício TAT CHEONG (Rua de Afonso de Albuquerque n.º 33-35G); Edifício PARKWAY MANSION, Bloco 2 (Rua do Almirante Costa Cabral n.º 146); Centro CHIU FOK (Rua de Pedro Coutinho n.º 23); FLOWER CITY – LEI POU KOK (Avenida Olímpica n.º 177-259, Rua de Évora n.º 10-72); LAKE VIEW GARDEN(Praça de Lobo de Ávila 16-18); Carnes Assadas Lam Kei(Rua da Emenda 40). Para os locais com código vermelho é proibida a saída de todos os indivíduos e é aplicada uma gestão totalmente restrita e fechada.

      Já os locais com código amarelo são, para já: Edifício Chun Fong, Rua de Afonso de Albuquerque, 38-40 A; Edifício Tak Weng, Rua de Afonso de Albuquerque, 37-45; Edifício Man Heng, Rua de Afonso de Albuquerque, 31 C-31 G; Edifício Son Lei, Rua de Manuel de Arriaga, 64-64 B; Edifício Tak Fong, Avenida da Praia Grande, 241-253. Neste caso, é permitida a saída após a conclusão do primeiro teste de ácido nucleico.

      PONTO FINAL