China denuncia passagem de navios de guerra dos EUA e do Canadá pelo Estreito de Taiwan

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A China continua em “alerta máximo” após a travessia do Estreito de Taiwan, no domingo, por navios militares dos Estados Unidos e do Canadá, informou ontem o Comando do Teatro Oriental do Exército de Libertação Popular.

“O contratorpedeiro norte-americano Higgins e a fragata canadiana Vancouver atravessaram o Estreito de Taiwan no dia 20 de Outubro”, afirmou Li Xi, porta-voz do comando, que disse que as forças navais e aéreas do Exército chinês “acompanharam de perto” a travessia e responderam ao incidente de acordo com as leis existentes.

Li Xi sublinhou que “o Exército de Libertação Popular mantém-se sempre em alerta máximo e salvaguarda firmemente a soberania e a segurança nacionais, bem como a paz e a estabilidade regionais”.

A China considera a presença de navios militares estrangeiros na zona como uma provocação e uma ameaça à estabilidade no Estreito de Taiwan, o que, segundo as suas autoridades, aumenta as tensões regionais.

Há uma semana, o Exército chinês concluiu manobras militares em torno de Taiwan, simulando um bloqueio do território, em resposta às declarações do líder taiwanês, William Lai, que afirmou que “a China não tem o direito de representar” a ilha, descrevendo-a como uma terra de “liberdade” e “democracia”. Pequim reafirmou na semana passada, após a conclusão dos exercícios militares, que “não renunciará ao uso da força” contra Taiwan, condenando as “forças separatistas” da ilha e a ingerência estrangeira, como a dos Estados Unidos.

O exercício da semana passada é a quinta vez que a China recorre a este tipo de manobras desde 2022, altura em que realizou o primeiro exercício deste calibre em resposta à visita da então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, a Taiwan, que enfureceu Pequim e elevou as tensões entre as duas margens do estreito a níveis nunca vistos em décadas.