O Japão e a Nova Zelândia criticaram ontem o teste de um míssil balístico intercontinental realizado pela China no oceano Pacífico, considerando que foi um passo preocupante. O rápido reforço do poder militar de Pequim e a sua falta de transparência constituem uma “séria preocupação”, afirmou ontem aos jornalistas o porta-voz do Governo japonês, Yoshimasa Hayashi, após o teste do míssil chinês. “A China continua a aumentar o seu orçamento de defesa para níveis elevados e a reforçar ampla e rapidamente as suas capacidades nucleares e balísticas”, ao mesmo tempo que desenvolve as suas actividades militares em torno do Japão, acrescentou Hayashi durante a conferência de imprensa.
Segundo o porta-voz japonês, “não houve qualquer aviso da China” sobre o lançamento deste míssil, equipado com uma “ogiva fictícia”.
A Nova Zelândia declarou ontem que o teste no Pacífico foi “indesejável e preocupante”, prometendo consultar os aliados à medida que os detalhes deste teste se tornassem mais claros. “Continuamos a recolher informações adicionais” e “os líderes do Pacífico expressaram claramente a sua expectativa de uma região pacífica, estável, próspera e segura”, disse à agência de notícias AFP um porta-voz do Ministério da Defesa da Nova Zelândia.
A China testou ontem um míssil balístico intercontinental equipado com uma “ogiva fictícia” no Pacífico, anunciou o Ministério da Defesa chinês, num comunicado pouco habitual, já que o país asiático raramente divulga lançamentos. Não foram fornecidos pormenores sobre o local exato da queda ou a natureza do míssil. O Ministério também não especificou se o projétil foi lançado a partir de um submarino ou de terra.
Os mísseis balísticos intercontinentais estão entre as armas mais poderosas do mundo e podem potencialmente transportar ogivas nucleares.
A China modernizou consideravelmente as forças armadas nas últimas décadas e o orçamento militar aumenta todos os anos em função do crescimento económico. Este poderio militar é por vezes visto com desconfiança por alguns vizinhos asiáticos. No entanto, o Ministério da Defesa chinês sublinhou, no comunicado, que “os países afetados” pelo lançamento, ou seja, os que se encontram nas proximidades ou na trajetória do míssil, “informados antecipadamente”.











