Uma menina com menos de 12 anos de idade terá sido vítima de coacção sexual quando ia de autocarro a caminho da escola. O caso levou à detenção de um residente de 51 anos, que terá tocado nas partes íntimas da aluna no autocarro. Segundo as autoridades policiais, o suspeito ignorou a resistência da aluna e tocou por três vezes no corpo da vítima de forma inapropriada. A estudante denunciou o incidente aos professores logo que chegou à escola.
A Polícia Judiciária (PJ) deteve um homem, segurança de edifício de 51 anos, por suspeitas de ter assediado sexualmente uma aluna de ensino primário num autocarro público a caminho das aulas, onde a criança com menos de 12 anos de idade terá sido tocada nas partes íntimas por várias vezes.
O caso aconteceu na passada sexta-feira, pelas 7h da manhã, quando a menina apanhou sozinha, como habitualmente, o autocarro da Taipa em direcção à zona central da cidade para ir para a escola. De acordo com a PJ, durante a viagem no autocarro, o suspeito aproximou-se da estudante e sentou-se ao lado dela, tendo posteriormente colocado a mão dentro dos calções da aluna, tocando-lhe no interior da coxa e nas partes íntimas.
As autoridades policiais apontam que o homem praticou a importunação sexual por três vezes e cada vez durou mais de 20 segundos. “Durante esse período, a vítima sentiu-se assustada e tentou afastar-se e retirar a mão do suspeito em sinal de resistência, mas o indivíduo ignorou-a e continuou os actos alguns segundos depois”, sublinhou o porta-voz da PJ na conferência de imprensa, citado pelo Canal Macau em língua chinesa.
Segundo acrescentou a polícia, a aluna ficou com tanto medo que não se atreveu a pedir ajuda, limitando-se assim a se levantar e mudar-se para outros lugares do autocarro para escapar ao suspeito. “A menor desceu do autocarro quando chegou ao destino, regressando à escola onde denunciou, a chorar, o incidente ao docente”, disse a PJ. A instituição de ensino primário comunicou de imediato o incidente com as autoridades policiais e também com os encarregados de educação.
Nesse sentido, a PJ iniciou a investigação e identificou o suspeito, que acabou interceptado no seu local de trabalho na Zona Norte pelas 11h, quatro horas depois do incidente. A polícia afirmou que há “fortes indícios” que mostram que o detido cometeu o crime de coacção sexual agravada. O caso foi transferido no sábado ao Ministério Público, tendo sido notificada ainda a Direcção dos Serviços de Educação e de Desenvolvimento da Juventude (DSEDJ) e o Instituto de Acção Social para acompanhamento da situação.
TOLERÂNCIA ZERO
Reagindo ao caso, a PJ reiterou “tolerância zero” para crimes que prejudicam a segurança de crianças, elogiando ao mesmo tempo a coragem da aluna em denunciar activamente o assédio à escola. Na conferência de imprensa, o chefe funcional do Núcleo de Acompanhamento de Menores da PJ, Cheong Kim Fong, salientou que, nestes casos, “a vítima não é a culpada” e apela a outras eventuais vítimas para que apresentem queixa às autoridades.
“Quando se deparar com alguém que se aproxime, que tenha tentado um comportamento obsceno ou mesmo que tenha tentado um abuso sexual, deve recusar imediatamente e tentar sair do local, pedir ajuda aos pais, aos professores ou à polícia. Se o incidente tiver ocorrido nos transportes públicos, ao garantir a sua própria segurança, deve gritar e pedir ajuda ao motorista ou aos passageiros que se encontrem no local, para chamar a polícia”, apelou.
Por sua vez, a DSEDJ assegurou que está a dar seguimento ao incidente e que presta elevada atenção ao caso. Segundo Wong Ka Ki, subdirector da DSEDJ, os professores e os agentes de aconselhamento aos alunos da escola em questão estão a prestar apoio à aluna e a menina está agora emocionalmente estável.
“Reconhecemos a abordagem da aluna de informar os professores sobre o incidente, o que ajudou na detenção do envolvido. Esperamos que todos os sectores da comunidade continuem a sensibilizar as crianças para que informem alguém em quem confiem quando lhe aconteçam casos semelhantes, de modo a que a comunidade possa fazer esforços para proteger as crianças e construir um ambiente seguro para elas crescerem”, frisou o responsável da DSEDJ.











