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      Wong Kit Cheng preocupada com falta de fiscalização de serviços estéticos  

      A deputada Wong Kit Cheng considera que falta em fiscalização suficiente sobre os serviços estéticos, nomeadamente sobre a qualificação profissional dos funcionários e utilização dos aparelhos. A também enfermeira chamou a atenção para o recente caso de morte de uma mulher após uma infecção de gripe e injecção ilegal de beleza, alertando para a ocultação da prestação de tratamentos não autorizados em Macau.

       

      A detecção recente de um caso de prestação de serviços estéticos não autorizados em Macau que terá causado a morte de uma mulher provocou a preocupação de Wong Kit Cheng. A deputada da Assembleia Legislativa solicita, assim, o reforço da fiscalização do mercado de tratamento de beleza, bem como a sensibilização do público sobre a segurança desses serviços.

      A legisladora realçou que a exploração ilegal de negócios de medicina estética em Macau assume uma forma relativamente mais dissimulada e será difícil expor a operação de serviços ilegais se não houver um caso grave, representando um perigo oculto na sociedade.

      Recorde-se que uma mulher de nacionalidade filipina que estava doente devido a gripe necessitou de ser encaminhada para o hospital depois de receber uma inoculação sem licença de um produto para clarear a pele, exercida por uma empregada doméstica indonésia. A mulher teve febre alta e perdeu a consciência, acabando por morrer no segundo dia do internamento. “Embora a causa da morte da mulher ainda esteja sob investigação, para determinar se está directamente relacionada à injecção de clareamento de pele, o incidente merece a nossa atenção”, referiu.

      Wong Kit Cheng notou a necessidade de divulgar informações ao público sobre as consequências legais para o exercício de medicina estética não autorizada, e apelar ao público para escolher serviços licenciados. Considera, entretanto, que a sensibilização deve começar e focar-se nos trabalhadores não-residentes.

      A deputada apontou que em muitos casos semelhantes detectados nos últimos anos “estão envolvidos trabalhadores não-residentes”. “O Governo deve cooperar com as organizações de serviços comunitários e associações de conterrâneos para explicar em diferentes idiomas, de modo a proteger a própria saúde e os direitos do consumidor”, sugeriu.

      Para além do combate à prestação ilegal de serviços, cortar a importação de produtos de medicina estética não licenciados também faz parte do trabalho de fiscalização por parte do Governo, segundo Wong Kit Cheng.

      Dado que as injecções de beleza apreendidas no recente caso policial foram enviadas para Macau do estrangeiro, a legisladora espera que as autoridades iniciem a revisão das disposições sobre a declaração de importação de produtos de medicina estética em Macau.

      A também vice-presidente da direcção da Associação Geral das Mulheres sublinhou que os serviços de beleza têm sido populares e há uma procura considerável em Macau. A medicina estética refere-se a procedimentos cosméticos invasivos, incluindo injecção na pele ou extracção de substâncias do corpo. Actualmente, as instituições de medicina estética são supervisionadas pelos Serviços de Saúde.

      “No entanto, os diversos tipos de serviços estéticos continuam a evoluir e os equipamentos estão cada vez mais actualizados. Alguns residentes acham difícil distinguir as diversas técnicas, tanto como o nível de segurança”, frisou. Wong Kit Cheng, esperando assim uma melhor gestão da indústria, em termos da qualificação profissional do pessoal e do uso de produtos e equipamentos de medicina estética.

       

      MAIS DESENVOLVIMENTOS NA CARREIRA DE ENFERMAGEM

       

      Wong Kit Cheng voltou a pedir a melhoria do regime das carreiras dos enfermeiros em Macau, providenciando mais recursos de formação profissional, através do qual sejam formadas equipas de enfermagem estáveis e de alta qualidade. Por ocasião da comemoração do Dia Internacional do Enfermeiro, a deputada referiu que há escassez de profissionais de enfermagem em algumas instalações de serviços sociais e instituições médicas privadas. “Trabalhar nos hospitais públicos é muitas vezes a primeira escolha dos enfermeiros em Macau, seguindo-se os hospitais privados e os lares. Portanto, a perda de pessoal nas instituições médicas e lares tem sido alta”, alertou.

      A também enfermeira sugeriu que as autoridades avaliem os recursos humanos de enfermeiros e incentivem mais jovens a dedicarem-se ao sector. A deputada quer também mais protecção à saúde e descanso para os enfermeiros.