Os residentes de Macau vão beneficiar de um desconto de 30% nos serviços médicos pagos prestados pelo Hospital Macau Union, nova unidade hospitalar inaugurada esta semana. No entanto, a instituição médica pública vai actualizar as tarifas dos cuidados médicos não gratuitos destinados a residentes, dado que a fixação de taxas não foi ajustada há mais de 30 anos e as despesas médicas sofrem mudanças, justificou Lei Wai Seng, subdirector do hospital.
O Hospital Macau Union, que entrou oficialmente em funcionamento esta semana, vai estudar ajustar as tarifas dos cuidados médicos a título oneroso em relação aos residentes locais, mas deixou, ao mesmo tempo, a garantia que a fixação do preço continua a ser “razoável com base na acessibilidade” dos cidadãos. É de salientar que estão em causa os serviços médicos do nível II, entre três níveis, dessa nova instituição, que se destinam a residentes transferidos pelo Serviços de Saúde, mas que não usufruem de cuidados médicos gratuitos.
Lei Wai Seng, subdirector do novo hospital, afirmou que os residentes de Macau vão poder gozar de um desconto de 30% nos serviços médicos de nível II, só que as taxas médicas precisam de ser actualizadas, uma vez que “não foram ajustadas há mais de 30 anos e os custos médicos e a razoabilidade mudaram”, mas as tarifas serão cobradas de forma razoável.
No programa matutino do canal chinês da Rádio Macau de ontem, Lei Wai Seng recordou que a tarifa dos serviços médicos do Hospital Macau Union é classificada em três níveis. O nível I destina-se a residentes que actualmente usufruem de cuidados médicos gratuitos, sendo que se forem transferidos pelos Serviços de Saúde poderão continuar a usufruir das mesmas condições de serviços médicos. Já o nível II refere-se aos tratamentos médicos que são pagos pelos residentes, enquanto o nível III é um serviço de cuidados de saúde privado que oferece opções de “serviços médicos de elevada qualidade”, destinado tanto aos residentes e indivíduos que permanecem em Macau, como aos visitantes de negócios e turistas.
“As despesas médicas internacionais do nível III terão em conta os custos e as condições de mercado, de forma a fixar um preço atractivo que garante que os residentes locais ou pessoas de outras regiões o aceitem”, assumiu Lei Wai Seng.
O também médico avançou que, de acordo com o plano global de abertura do Hospital, foi concluída a fixação de tarifa de alguns dos serviços médicos de especialidade, incluindo os honorários de consultas, os exames de ecografia, os exames radiológicos e algumas análises clínicas laboratoriais.
Actualmente, o Hospital Macau Union já disponibiliza serviços de consulta externa de 25 especialidades, tendo prestado serviços de consulta externa a mais de 300 pacientes encaminhados pelos Serviços de Saúde.
Segundo Lei Wai Seng, a nova unidade hospitalar está equipada com recursos humanos de 80 médicos locais, cerca de 20 assistentes médicos não clínicos e mais de 50 médicos especialistas de alto nível enviados pelo Peking Union Medical College Hospital. “Vamos continuar a recrutar pessoal médico em Macau, a fim de aumentar a mão de obra e formar os talentos médicos locais. O plano inicial é que o hospital atinja 400 trabalhadores até ao final deste ano”, indicou.
Além dos serviços médicos de especialidade, o Complexo de Cuidados de Saúde das Ilhas está agora a prestar também serviços de urgências. O Posto de Urgências das Ilhas do Centro Hospitalar Conde de São Januário foi transferido para o Hospital Macau Union no final do ano passado, que realizou, até ao momento, 40.000 atendimentos.
Lei Wai Seng revelou, entretanto, que o serviço de urgência será explorado pelo próprio Hospital Macau Union no futuro, à medida que a instituição aumente o apoio aos serviços de urgência em resposta à introdução gradual dos serviços integrados.











