Deputado quer saber como é que foram usados os 235 milhões destinados a atrair turistas internacionais

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

No início do ano, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) indicou que esperava gastar, ao longo do ano, cerca de 235 milhões de patacas para atrair visitantes vindos do estrangeiro. Agora, Ngan Iek Hang questiona como é que esse montante tem vindo a ser usado e pergunta também qual a eficácia das medidas lançadas até agora. O deputado diz também que é necessário apostar no mercado da Europa e dos Estados Unidos.

 

Em Janeiro, a Direcção dos Serviços de Turismo (DST) anunciou uma campanha para atrair visitantes estrangeiros. Como parte desta campanha, as autoridades indicaram que esperavam gastar ao longo deste ano cerca de 235 milhões de patacas. Agora, o deputado Ngan Iek Hang endereçou uma interpelação escrita ao Governo em que questiona o que está a ser feito com essa soma.

“Já se passou mais de meio ano, então pergunto: Como é que o orçamento de 235 milhões de patacas está a ser utilizado?”, interroga o deputado eleito pela via directa. “Qual tem sido a eficácia da série de medidas lançadas pelo Governo anteriormente para atrair visitantes internacionais?”, questiona também o parlamentar na sua interpelação. Ngan sugere também que o Governo considere a possibilidade de escolher os dez países cujos visitantes mais gastam em Macau para serem os principais alvos das promoções turísticas da região.

De acordo com os dados relativos aos visitantes internacionais em Julho, as Filipinas, a Malásia e Singapura, no mercado do Sudeste Asiático, bem como a Coreia do Sul e o Japão, no mercado do Nordeste Asiático, registaram aumentos relativamente grandes no número de visitantes. Os países mais proeminentes em termos de número de visitantes internacionais que chegam a Macau são as Filipinas (com cerca de 42.000 visitantes) e a Coreia do Sul (cerca de 32.000 visitantes).

Ngan Iek Hang recorda também que, em Julho, as autoridades do interior da China anunciaram que a política de isenção de vistos de 144 horas seria alargada a grupos de Hong Kong e Macau para entrarem em Guangdong e Hainão. “Gostaria de perguntar ao Governo como é que irá acompanhar esta política, melhorar as instalações de apoio aos transportes e a interface com as zonas de isenção de vistos, de modo a capitalizar as vantagens da política e aumentar o desejo dos turistas internacionais de virem a Macau?”, pergunta.

O deputado quer saber também como é que a Administração vai “acelerar a melhoria das instalações de software e hardware para os visitantes internacionais, de modo a melhorar a sua experiência global” e, por outro lado, como é que serão incorporadas as características da cultura chinesa para “aumentar o interesse dos turistas estrangeiros em visitar Macau”.

Na interpelação, Ngan Iek Hang avisa que “é necessário aumentar a proporção de turistas internacionais, continuar a explorar os segmentos de visitantes de elevado valor na Europa e nos Estados Unidos e optimizar os serviços auxiliares e os produtos turísticos de Macau destinados aos turistas internacionais”.