Expansão da Central de Incineração de Resíduos Sólidos pronta a entrar em funcionamento

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As obras da terceira fase de expansão da Central de Incineração de Resíduos Sólidos de Macau estão praticamente concluídas, informou ontem a Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA). A central, que já está pronta a entrar em funcionamento, irá permitir um aumento de 1.300 toneladas na capacidade total diária de tratamento de resíduos.

 

A Direcção dos Serviços de Protecção Ambiental (DSPA) informou ontem que a terceira fase de expansão da Central de Incineração de Resíduos Sólidos de Macau está praticamente concluída, estando já pronta a entrar em funcionamento. A infra-esfraestrutura esteve a ser testada nos últimos dias.

Segundo a nota de imprensa da DSPA, a expansão consiste na construção de uma nova Estação de Tratamento de Resíduos Especiais e Perigosos, de um novo prédio da administração e de uma nova estação transformadora.

As autoridades justificam os atrasos na obra com “vários factores adversos”, como a pandemia e as condições climáticas adversas, “o que impediu, de certo modo, a fabricação, o transporte e a instalação de alguns principais equipamentos de processamento de grande porte no âmbito do projecto”.

Com a entrada em funcionamento da terceira fase da central, a capacidade total de tratamento diário da central de incineração de Macau aumentará 1.300 toneladas, diz a DSPA. Esta fase da central adopta a tecnologia de incineração com grelha reversa de Martin alemão (German MARTIN reverse-acting grate stoker incineration technology), que converte a energia térmica gerada durante o processo de incineração em electricidade.

Estima-se assim que a central seja capaz de gerar mais de 200 milhões de quilowatts-hora (kwh) de electricidade por ano quando operada em plena carga. A nova Estação de Tratamento de Resíduos Especiais e Perigosos utiliza principalmente a tecnologia de incineração em forno rotativo, com uma capacidade diária de tratamento de 12 toneladas, para lidar efectivamente com vários tipos de resíduos especiais gerados em Macau.

Além disso, para promover a construção sustentável, o novo edifício administrativo incorpora elementos de construção verde, incluindo: o uso de materiais modernos de parede cortina fotovoltaica e a integração de parede verde vertical em algumas fachadas do edifício; a instalação no telhado de sistema de energia solar fotovoltaica e de sistema de recolha e reutilização de águas pluviais; bem como a utilização de equipamentos e iluminação de alta eficiência energética.

O novo edifício administrativo foi reconhecido pela China Green Building and Energy Saving (Macau) Association com a certificação de construção verde de uma estrela. Além disso, nesta infraestrutura será instalada uma sala de exposição de educação ambiental, onde serão exibidas informações sobre o tratamento de resíduos sólidos e a reciclagem selectiva em Macau, promovendo conceitos de pico de carbono e neutralidade de carbono, para que o público possa conhecer diversas informações ambientais de Macau.

Com a conclusão da obra, juntamente com as várias medidas de redução de produção de resíduos em andamento e a futura conclusão do Centro de Recuperação de Resíduos Orgânicos, “prevê-se que as necessidades de tratamento de resíduos de Macau sejam atendidas por um longo período de tempo”, diz a DSPA, acrescentando que a capacidade da central de incineração de converter resíduos em energia “contribuirá para promover ainda mais o desenvolvimento sustentável da cidade”.