O assessor de Segurança Nacional da Casa Branca, Jake Sullivan, desloca-se a Pequim esta semana para se reunir com altos funcionários, levando uma mensagem conciliatória, mas também preocupação com o aumento da pressão sobre Taiwan.
Um alto funcionário da Casa Branca afirmou à imprensa que, nas conversações esta semana, serão manifestadas “preocupações” sobre o “aumento da pressão militar, diplomática e económica sobre Taiwan”.
Essas são actividades “desestabilizadoras” e coloca-se o “risco de uma escalada”, pelo que os norte-americanos vão continuar a instar Pequim a “encetar um diálogo significativo com Taipé”, afirmou a mesma fonte, reiterando que Washington continua a seguir a “política de uma só China”. “Opomo-nos a alterações unilaterais do ‘status quo’ por qualquer das partes. Não apoiamos a independência de Taiwan e esperamos que as diferenças entre as duas margens do Estreito sejam resolvidas facilmente”, acrescentou. Desde Maio, após a tomada de posse líder do governo taiwanês, William Lai, a China tem apertado ainda mais o cerco militar em torno da ilha.
A viagem de Sullivan a Pequim decorre entre 27 e 29 de Agosto e deverá incluir uma reunião com o ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, naquele que será o quinto encontro entre os dois.
A viagem foi programada há meses e integra uma série de reuniões entre altos funcionários dos dois países para reforçar as relações, depois de momentos turbulentos após a visita a Taipé, em agosto de 2022, da então presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi.
“A diplomacia e os canais de comunicação dos EUA não indicam uma mudança de abordagem em relação à República Popular da China. Esta é uma relação intensamente competitiva (…) mas estamos empenhados em gerir esta competição de forma responsável e evitar que se transforme em conflito”, acrescentou o alto funcionário.
Além de Taiwan, outros pontos da reunião passam por “questões-chave” como o tráfico de droga, a segurança e a inteligência artificial. Sullivan irá também abordar o apoio da China à base industrial de defesa da Rússia, as tensões no Mar do Sul da China, o Irão e a crise no Médio Oriente.
Desde a invasão russa da Ucrânia em Fevereiro de 2022, Washington impôs sanções específicas, incluindo a empresas chinesas que vendem semicondutores a Moscovo, como parte de um esforço para enfraquecer a máquina militar russa.
Pequim manifesta “oposição” a “qualquer intercâmbio” entre funcionários de Taiwan e EUA
A China manifestou “oposição a qualquer intercâmbio” entre funcionários norte-americanos e taiwaneses, depois de o jornal Financial Times ter afirmado que representantes do governo de Taiwan efetuaram uma viagem secreta aos Estados Unidos.
Em conferência de imprensa, a porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros chinês, Mao Ning, instou Washington a “tratar as questões relacionadas com Taiwan com cautela e prudência”. Mao manifestou ainda a esperança de que os EUA “deixem de apoiar de qualquer forma os atos separatistas em Taiwan”. A representante da diplomacia chinesa apelou a Washington para que “implemente os compromissos assumidos” e “respeite o princípio ‘Uma só China'”. “Não existe um presidente de Taiwan”, disse, em resposta a uma pergunta sobre uma possível viagem de funcionários taiwaneses, que seria a primeira visita de representantes de Taiwan aos Estados Unidos desde que o actual líder taiwanês, William Lai, tomou posse em Maio. Lusa













