Uma operação conjunta entre as autoridades de Jiangxi, Guangdong e Macau resultou na detenção de 252 suspeitos de câmbio de divisas sem licença, alegadamente envolvidos num esquema no valor de 3 mil milhões de renminbis (3,36 mil milhões de patacas). Macau entregou 57 suspeitos ao interior da China e identificou 19 sindicatos que operavam em Nanchang, Zhuhai e Macau, com um total de 300 membros. Estes suspeitos organizaram o esquema recorrendo a familiares e a operações bancárias clandestinas e foram encontrados nos casinos e hotéis de Macau enquanto exerciam as suas actividades.
A repressão de Macau contra os operadores de câmbio sem licença poderá ter implicações para a indústria dos casinos e para a economia em geral. A regulamentação cada vez mais rigorosa da região pode estabilizar o sistema financeiro, tal como pode levar os jogadores a procurar métodos mais arriscados para financiar as suas apostas.
As autoridades de Macau mobilizaram 1.200 efectivos para reprimir as operações de comércio ilegal de divisas que fogem ao controlo de capitais. No entanto, apesar dos esforços para travar o comércio clandestino de divisas, os jogadores de alto risco continuam a ser atraídos para Macau. Os analistas do Citigroup salientaram num relatório recente que a região continua a ser um destino popular para esses jogadores. O Governo aprovou uma disposição adicional à legislação sobre o jogo ilegal, tornando o câmbio de dinheiro nos casinos num crime punível com uma pena de prisão até cinco anos.
O câmbio de divisas sem licença apresenta riscos significativos. Os investidores podem não estar protegidos em caso de litígio ou de encerramento das operações, o que pode resultar na perda total do seu património em caso de fraude ou roubo.











