Tempo de espera pela primeira consulta de oncologia reduzido para 1,3 semanas

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FOTOGRAFIA ELOI CARVALHO

Segundo os Serviços de Saúde, o tempo de espera pela primeira consulta no serviço de oncologia do Centro Hospitalar Conde de São Januário foi reduzido para 1,3 semanas. As autoridades dizem que pretendem formar mais especialistas, de forma a aumentar a equipa de oncologistas, que actualmente conta com dez especialistas.

 

Actualmente, o tempo de espera pela primeira consulta no serviço de oncologia do Centro Hospitalar Conde de São Januário é de 1,3 semanas, indicaram os Serviços de Saúde, em resposta a uma interpelação escrita do deputado Zheng Anting. O tempo de espera actual é 50% inferior ao que se registava no ano passado, salientaram as autoridades.

As autoridades destacam que, desde a mudança das consultas externas de hematologia e oncologia, em meados de Abril deste ano, o número de consultórios passou de quatro para seis, tendo sido criadas salas de consulta psicológica. Em termos de apoio, “o Centro de Recursos para Doentes Oncológicos proporciona aos doentes e seus familiares cursos de autogestão das doenças crónicas, palestras temáticas sobre a saúde e de educação para a saúde, diversas actividades de lazer, entre outras actividades, a fim de ajudar os doentes e seus familiares a enfrentarem activamente e a ultrapassarem as dificuldades. Em 2023, foram atendidos mais de 5.500 utentes.

No que toca ao pessoal médico, até Junho deste ano, os Serviços de Saúde tinham dez oncologistas. Na resposta, as autoridades garantiram que “vão continuar a formar médicos especialistas, incluindo da área de oncologia, em articulação com as necessidades dos serviços de especialidade de Macau, os recursos humanos existentes e necessários no futuro”.

Na resposta, assinada por Alvis Lo, director dos Serviços de Saúde, lê-se que o objectivo é que Macau possa atingir os objectivos gerais de elevação de qualidade de saúde de toda a população até 2030. Os Serviços de Saúde esperam intensificar o rastreio dos principais cancros, de forma a promover o diagnóstico e tratamento precoce.

Recorde-se que o cancro tem ocupado o primeiro lugar das dez principais causas de morte em Macau. De acordo com o Relatório Anual do Sistema de Registo de Cancro de Macau, registaram-se, em 2021, 2.571 novos casos de cancro e 929 casos de morte por cancro, e o número de novos casos de cancro e de mortes por cancro tem vindo a aumentar de ano para ano. No ano passado, cerca de 30 por cento das mortes em Macau estiveram relacionadas com cancro, sendo os tipos de cancro mais comuns o do pulmão, o colorrectal, o da mama, o da próstata, entre outros.

Na interpelação, Zheng Anting dizia que o aumento da procura destas especialidades médicas nos serviços públicos de saúde fez com que os doentes fossem obrigados a esperar muito tempo por consulta. O deputado sugeria que o Governo reforçasse os recursos médicos, recrutasse e formasse mais profissionais especialistas em cancro e melhorasse as devidas instalações médicas e equipamentos técnicos, “de modo a aumentar a eficácia do diagnóstico e a aliviar a pressão e a carga de trabalho da equipa médica na realização de consulta”.